Quem é Veronyka Gimenes, cofundadora do Código Não Binário, única brasileira na lista dos 100 mais influentes em IA da Time - QTU Questões do Universo

Quem é Veronyka Gimenes, cofundadora do Código Não Binário, única brasileira na lista dos 100 mais influentes em IA da Time

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A brasileira Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora institucional da organização Código Não Binário, está entre as 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial de 2026, segundo lista divulgada nesta quinta-feira, 27 de agosto, pela revista Time.
Ela aparece ao lado de nomes como Sam Altman, Elon Musk, Dario e Daniela Amodei e Arvind Krishna.
Gimenes foi escolhida principalmente pelo desenvolvimento da TybyrIA, modelo de inteligência artificial de código aberto criado para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+.
A tecnologia permitiu analisar e classificar grandes volumes de conteúdo publicado nas redes sociais e reunir evidências posteriormente usadas em uma ação judicial.
Em 2025, ela e Amanda Claro, também cofundadora do Código Não Binário, desenvolveram a TybyrIA a partir do ajuste de um modelo de código aberto.
Com isso, conseguiram classificar discursos de ódio em uma escala que seria inviável manualmente.
As evidências reunidas com auxílio da ferramenta foram posteriormente utilizadas por Gimenes em uma ação civil pública contra Meta, Google, X e ByteDance, dona do TikTok.
Segundo a Time, a ação pede aproximadamente US$ 20 milhões em indenizações e cobra das plataformas medidas mais proativas contra conteúdos de ódio direcionados à população LGBTQIA+.
De acordo com documentos judiciais consultados pela revista, as empresas argumentam que suas políticas já proíbem discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero e que existem mecanismos para remover conteúdos que violem essas regras.
A Meta não comentou o caso à Time, enquanto Google, X e ByteDance não responderam aos pedidos da publicação.
IA como ferramenta de reação
A atuação de Gimenes também se estendeu à educação sobre inteligência artificial.
Em vez de defender uma rejeição à tecnologia, ela procura ensinar outras pessoas a utilizá-la de maneira crítica e a adaptar ferramentas abertas às próprias necessidades.
Um curso online criado pelo Código Não Binário para ensinar esse tipo de uso já recebeu mais de 1,7 mil inscrições, segundo a Time.
Ao justificar a presença da brasileira no TIME100 AI, a revista resume essa abordagem dizendo que Gimenes quer mostrar que a inteligência artificial também pode ser usada para "reagir" aos problemas provocados ou amplificados pelo ambiente digital.
Como a Time escolheu os 100 mais influentes em IA
Esta é a quarta edição do TIME100 AI, lista criada pela revista para identificar as pessoas que exercem maior influência sobre os rumos da inteligência artificial.
A seleção de 2026 foi liderada pela jornalista Ayesha Javed, que, segundo a publicação, passou meses trabalhando com repórteres e colaboradores da Time para identificar as 100 pessoas que melhor representam as principais histórias do setor no último ano e que, na avaliação da revista, têm maior influência sobre esses acontecimentos.
A lista não reúne apenas executivos e pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento dos modelos.
Entre os escolhidos estão empresários, políticos, representantes de trabalhadores, ativistas e artistas envolvidos nos debates sobre os impactos da tecnologia.
Além de Gimenes, aparecem na edição de 2026 nomes como Sam Altman, Mark Chen e Greg Brockman, da OpenAI; Elon Musk; Dario e Daniela Amodei, da Anthropic; e Arvind Krishna, CEO da IBM.
Também fazem parte da seleção o senador americano Bernie Sanders, a líder sindical Liz Shuler e o ator Joseph Gordon-Levitt.
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