O presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou que “questões geopolíticas” como as que tem havido entre Brasil e Argentina e Brasil e Estados Unidos sempre aconteceram, mas “não podem interferir nas questões do dia a dia de transações entre os países”.
“A gente entende que tem espaço dentro das diferenças geopolíticas para retomar um diálogo mais profundo com a Argentina, com o próprio Estados Unidos e com outros países para que elas estejam de um lado da mesa, mas que do outro estejam as transações comerciais”, disse durante teleconferência com jornalistas sobre os resultados da companhia no segundo trimestre.
O executivo afirmou ainda seguir “otimista de que esses caminhos serão desobstruídos ao longo dos próximos meses”.
Werneck comentou também as oportunidades trazidas pelos data centers para a companhia, especialmente nos Estados Unidos.
“O nosso backlog que já vinha bastante forte nos últimos anos, especialmente nesses últimos 12 meses, cresceu ainda mais porque o consumo de aço para a construção de datas centers e para energia que vai alimentar esses data centers.”
Ele afirmou que, no Brasil, isso também deve acontecer, embora o país esteja “atrasado” nesta frente.
Para o executivo, é “questão de tempo a criação de uma demanda” nesta frente no Brasil, ainda que não seja tão sólida quanto nos Estados Unidos.
Gustavo Werneck, CEO da Gerdau
Ana Paula Paiva/Valor
