O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) disse que considera "sexy" o rótulo de agressivo que foi atribuído a ele pelo seu adversário Augusto Cury (Avante) durante o debate da Band, na noite de domingo (24).
O confronto foi o primeiro entre os presidenciáveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não compareceram e viraram alvo de ataques.
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"Eu acho sexy.
Precisa ser agressivo, se a situação brasileira é dramática, não vai ser sendo calmo e plácido que vou resolver ela, nem que eu vou atrair as pessoas indignadas", afirmou Renan.
Durante o debate, Cury disse que ficou assustado com a agressividade de Renan, após o candidato do Missão chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "canalha" e criticar os eleitores do petista.
"Você pode criticar as ideias do Lula, e são criticáveis, mas você não pode criticar a pessoa transformando ela quase numa escória humana, quase um lixo", repreendeu Cury.
Nesta segunda-feira, durante agenda de campanha, Renan voltou a criticar a ausência de Lula e do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) no debate.
"Eles não querem que as pessoas falem de política, eles não querem ouvir ninguém, não querem participar de debates.
Eles querem que as pessoas fiquem calmas, quietas e vão para eleição igual boi no abatedouro.
Eu não aceito isso, então preciso ser agressivo para despertar as pessoas", justificou.
O candidato falou com a imprensa após um almoço com dirigentes e clientes do Bank of America, em São Paulo, onde apresentou propostas e sua agenda econômica para o país caso eleito.
"Nós precisamos fazer reformas que envolvem vinculações, indexações, cortes de privilégios, fins de determinadas renúncias fiscais, o Brasil precisa cortar algo em torno de R$ 250 bilhões no orçamento anual para voltar a andar.
Esse foi um dos temas tratados hoje", disse.
Renan disse que foi bem-recebido e cobrou posicionamento dos setores produtivos.
"Todo mundo gosta muito do nosso pacote de reforma e desenho institucional.
O que nós precisamos fazer agora, e esse é um aviso a todos os empresários do país, é tomar lado na eleição.
Se você é um empresário no Brasil e não está declarando voto em mim, você está cometendo um erro para você e sua família", declarou.
