Renan Santos diz que era

Renan Santos diz que era 'SUScético até estudar' e defende sistema de saúde baseado em modelo adotado em El Salvador

Fonte: Bandeira da fonte

O candidato à Presidência do Missão, Renan Santos, disse que era "SUScético" no passado até passar a estudar sobre o funcionamento de serviços de saúde pública em outros países e defendeu a criação de um modelo de atendimentos baseado no criado pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador.
Em sabatina do GLOBO, CBN e Valor, o presidenciável mencionou o aplicativo "Doctor CV", criado pelo governo do país e que oferece consultas de telemedicina 24 horas.

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— O Doctor CV, feito em El Salvador em parceria com o Google, é muito importante.
O prontuário único é um aliado incrível, com capacidade de processamento de informações.
As IAs e machine learning vão permitir capacidade preditiva de desenvolvimento de doenças e acompanhamento e, por consequência, alocação de recursos como estoque de remédios, impar.
E falo como uma pessoa que criticava o SUS.
Eu era um liberal que dizia: "Isso é único soviético!" Eu era esse cara.
Aí vi o NHS (National Health Service, do Reino Unido), vi tecnologias que permitem que sistemas centralizados tenham ganho em escala — disse Renan.

O candidato do Missão também mencionou El Salvador ao defender a implementação no Brasil do modelo de "superencarceramento" criado por Bukele no país, questionado por violações de direitos humanos.
O presidenciável promete, caso eleito, a construção de dez presídios de segurança máxima com capacidade de 30 a 40 mil pessoas cada.
O investimento seria de R$ 6 bilhões, o que foi questionado pelos entrevistados durante a sabatina com base no custo demandado pelas unidades que já existem.
Além de El Salvador, Santos mencionou um presídio do tipo que está sendo construído no Equador “com valores muito menores” do que os brasileiros.
Em relação ao modelo em si das unidades defendidas por ele, vaticinou uma “massa carcerária muito grande” a ser absorvida para substituir os "cadeiões" estaduais.
— São presídios maiores que mantêm padrão de isolamento muito mais rígido que os “cadeiões”.
A cadeia que existe hoje é muito passível de ser controlada pelo tráfico.
A infraestrutura é precária.
Vamos ter presídios com uma infraestrutura muito melhor.
Vai ter alto volume de presos, mas com o nível de segurança dos de segurança máxima — apontou Renan.