No congresso nacional do partido Missão, realizado neste sábado (1º), em São Paulo, o candidato à Presidência da República Renan Santos afirmou que sua campanha representa uma alternativa tanto ao PT quanto ao bolsonarismo e direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a outros candidatos.
Em discurso, Renan disse que o partido pretende "jogar" os dois grupos "na lata de lixo da história" e afirmou que o Missão representa "a última linha do antipetismo".
O candidato à Presidência criticou Lula, a quem acusou de recorrer ao assistencialismo ao prometer benefícios como botijão de gás e conta de luz paga, e afirmou que o petista "destruiu os sonhos" de uma geração.
Nesse sentido, também direcionou ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que chamou de "farsante, fraco e corrompido", afirmando que o parlamentar "não tem chance de vencer o Lula no segundo turno".
O candidato ainda criticou outros nomes da direita, dizendo que "os governadores", em referência aos ex-governadores de Minas Gerais e Goiás, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), respectivamente, nunca tiveram posição de "peitar os governos de Bolsonaro e Lula."
Ao defender sua candidatura, Renan afirmou que o partido construiu um caminho próprio e rejeitou a classificação de terceira via.
"Nós não somos a oposição da oposição.
Nós construímos o nosso próprio caminho.
Não somos a negação dos demais, somos a afirmação",
Fundado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou projeção nacional durante as manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, o partido Missão disputa neste ano sua primeira eleição após ter sua criação aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no fim de 2025.
A legenda lançou Renan à Presidência da República tendo como vice o militar da reserva Aroldo Medina.
Renan Santos
Divulgação/Partido Missão
