Senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em live semanal
Reprodução/YouTube - Flávio Bolsonaro
O candidato ao Palácio do Planalto pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, disse que os resultados do Datafolha desta quinta-feira (3) – que apontou empate técnico dentro da margem de erro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – ativa “todos os alertas” e o “modo de sobrevivência” no adversário.
Leia mais
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira aponta que Lula está numericamente à frente de Flávio no segundo turno, mas os dois candidatos estão empatados dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Lula está com 46% (tinha 47% em agosto) e Flávio está com 44% (tinha 43%).
Votos em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos são 9% e eleitores indecisos, 2%.
No primeiro turno, Lula lidera a disputa com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%,
“Quando vocês veem até o Datafolha colocando Flávio Bolsonaro empatado com o atual presidente Lula, ou outros institutos colocando Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, acenderam-se todos os alertas do lado de lá e também foi ativado o modo sobrevivência”, declarou o candidato do PL em transmissão semanal nas redes sociais.
Flávio também aproveitou a transmissão para comentar as revelações de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro, e chamou Moraes de “advogado de Vorcaro”.
“O próprio Alexandre de Moraes, como nós já suspeitávamos, é um advogado de fato de Daniel Vorcaro.
Um ministro da Suprema Corte, um ministro da mais alta Corte deste país, advogando e, ao que tudo indica, vendendo proteção para Vorcaro”, disse.
O senador afirmou ter convicção de que o Plenário do STF irá autorizar a investigação contra Moraes: “Semana que vem, pessoal, vai ter o julgamento público, aberto, no plenário do Supremo Tribunal Federal, onde vai ser decidido se Alexandre de Moraes vai ser investigado ou não por causa dessas várias denúncias.
Várias denúncias.
Eu estou confiante de que ele vai ser formalmente investigado, com autorização do plenário do Supremo”, disse.
Flávio também minimizou o áudio enviado por seu aliado o deputado, Nikolas Ferreira (PL-MG), a Vorcaro.
O parlamentar contatou o ex-banqueiro para pedir que ajudasse seu advogado e ex-assessor de seu gabinete, Thiago Rodrigues de Faria, a liberar “um ativo de minério”.
Em áudio enviado no dia 30 de março de 2025, Nikolas ainda chama o banqueiro de “Dani” e diz que “quer ter mais proximidade” com Vorcaro.
De acordo com áudios publicados pelo Portal ICL Notícias e confirmados pelo Valor, Nikolas se desculpa por estar incomodando Vorcaro em um domingo e relata que o advogado estava precisando de uma “ajuda” e teria mencionado o nome do banqueiro para tratar de "ativo minerário".
Apesar dos áudios, não é possível saber se Vorcaro ajudou no pedido.
Durante a transmissão, Flávio classificou a revelação como “cortina de fumaça”.
“E aí, como cortina de fumaça, eles tentam colocar o Nikolas como se tivesse feito alguma coisa muito grave.
Passaram um áudio do Nikolas chamando o Daniel de “lindão”.
Aí você vai ver: mentira.
Ele não chamou ninguém de “lindão”.
É um áudio que demonstra duas coisas.
Primeiro, que o Nikolas não fez nada de errado.
É cortina de fumaça, como eles fazem”, disse o senador.
Além disso, Flávio insinuou que caso seja verdade a menção de Vorcaro em delação de que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, teria pedido dinheiro ao ex-banqueiro para financiar campanha de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, o dirigente partidário teria “ficado com o dinheiro”, “que nunca apareceu”.
“Quer acreditar agora que o Kassab fez alguma coisa para financiar a campanha de Bolsonaro? Kassab, que tem três ministérios no governo Lula?”, questionou o senador.
“Na real, o que parece que aconteceu é que o Kassab pediu o dinheiro para o Vorcaro dizendo que era para a campanha de Bolsonaro e Tarcísio, e nunca apareceu dinheiro.
E o Kassab deve ter ficado com o dinheiro, se for verdade isso que está sendo colocado”, declarou Flávio.
Ele voltou a se esquivar do caso Dark Horse e repetir que o dinheiro era um patrocínio privado.
Nesta semana, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indica que os repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, foram maiores e duraram mais tempo que o admitido pelo senador Flávio Bolsonaro.
“Nunca teve nada, não tem um real de Vorcaro na conta de Flávio.
Todo patrocínio que aconteceu foi para o filme do presidente Bolsonaro.
Foi um filho buscando um patrocínio privado para o filme do próprio pai, sem ter absolutamente nenhuma contrapartida sobre isso”,
O montante teria sido enviado ao Havengate Development Fund, fundo indicado por Flávio nos Estados Unidos para supostamente financiar o filme sobre a trajetória do pai.
A informação foi revelada na terça-feira (1) pela revista Piauí e confirmada pelo Valor.
