Review Boyhom R36S: vale a pena comprar o videogame portátil chinês? - QTU Questões do Universo

Review Boyhom R36S: vale a pena comprar o videogame portátil chinês?

Fonte: Bandeira da fonte

O Boyhom R36S é um console portátil retrô de origem chinesa que vem chamando atenção no Brasil pelo custo-benefício, reunindo cerca de 15 mil jogos de plataformas como PlayStation, PSP, Nintendo 64, Super Nintendo, Mega Drive e Game Boy Advance.
O videogame traz tela IPS de 3,5 polegadas, chip Rockchip RK3326, 1 GB de RAM, 64 GB de armazenamento em microSD, dois analógicos e quatro gatilhos traseiros.
Com sistema Linux totalmente offline, sem Wi-Fi ou Bluetooth, o portátil também permite baixar e instalar novos jogos pelo computador.
A proposta do Boyhom R36S é simples: entregar uma experiência de console portátil retrô por um preço relativamente baixo.
No Brasil, o R36S pode ser encontrado a partir de R$ 167 em marketplaces como Shopee, Amazon, Magalu e Mercado Livre, o que coloca o aparelho entre as opções mais acessíveis da categoria.
Eu testei o Boyhom R36S por cerca de 20 dias, passando por diferentes jogos, sistemas e funcionalidades para avaliar seu desempenho no uso cotidiano.
A seguir, confira a análise e os resultados do TechTudo, com os pontos positivos e negativos do console retrô que vem fazendo sucesso no Brasil.
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Boyhom R36S, console portátil que emula videogames e jogos antigos
Luccas Melo/TechTudo
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Review Boyhom R36S: vale a pena comprar o console portátil chinês?
Design ⭐⭐⭐⭐
Tela e som⭐⭐⭐
Desempenho ⭐⭐⭐⭐
Bateria ⭐⭐⭐⭐⭐
Recursos ⭐⭐⭐⭐⭐
Vale a pena comprar o Boyhom R36S?
Ficha técnica
Sistema operacional: Linux ArkOS
CPU: RK 3326 - 4xA35 a 1,5 GHz
GPU: Mali-G31 MP2
RAM: 1GB DDR3L (2133MHz)
Tela: 640x480 de 3,5 polegadas
GPU: Mali G31
Armazenamento: 64 GB, expansível até 256 GB com cartão micro SD
Bateria: 3500 mAh
Peso: 184 gramas
Conectividade: USB-C (2) e P2; não inclui Wi-Fi ou Bluetooth
Caixa: acompanha película extra para a tela e cabo USB-C

Design agradável ⭐⭐⭐⭐
O Boyhom R36S é um console pequeno e leve, com cerca de 10 cm de comprimento, 6 cm de largura e apenas 184 g.
Menor que um iPhone 17, o portátil é confortável de segurar durante a jogatina e cabe facilmente no bolso da calça, sem dar a sensação de carregar um “trambolho”.
A pegada é firme e o aparelho não escorrega das mãos, mas o tamanho compacto pode incomodar quem tem mãos maiores, exigindo mais cuidado para que os dedos não se atrapalhem nos comandos.
No meu caso, como não tenho mãos tão grandes, o encaixe ficou praticamente perfeito e permitiu jogar por longos períodos sem desconforto.
Na parte frontal, o Boyhom R36S traz uma tela de 3,5 polegadas sem suporte a toque, 11 botões físicos e dois analógicos clicáveis.
Os botões são menores do que os de controles de consoles de mesa ou dos Joy-Con do Nintendo Switch, mas oferecem bons cliques, sem exigir força ou passar sensação de fragilidade.
Eles seguem a nomenclatura do Xbox (X, Y, A e B), porém em outra disposição, o que exigiu algum tempo de adaptação até eu me acostumar com cada comando.
Os joysticks também são pequenos e funcionam bem, mas o principal problema está na superfície bastante lisa, que pode fazer os dedos escorregarem durante partidas mais longas, especialmente com suor.
Fora isso, a experiência de gameplay é divertida, remete bem aos videogames antigos — sobretudo ao usar o D-Pad — e entrega desempenho satisfatório.
Boyhom R36S possui um design agradável e que não gera muitos problemas ao jogar
Luccas Melo/TechTudo
O alto-falante principal do Boyhom R36S fica na parte frontal, ao lado de um pequeno microfone.
Nas laterais, o console traz duas entradas para cartões microSD — uma delas já ocupada pelo sistema operacional —, além dos botões de volume à direita e dos comandos de ligar e reiniciar à esquerda.
Na parte inferior, há saídas de áudio adicionais e três conexões: uma USB-C para carregamento, uma porta OTG-C e uma entrada P2 para fones de ouvido.
Conjunto de botões principais do Boyhom R36S
Luccas Melo/TechTudo
Atrás, o Boyhom R36S tem uma parte superior mais fina, finalizada pelos quatro gatilhos, em disposição semelhante à do PS1.
Logo abaixo, fica a parte mais espessa do aparelho, que abriga a bateria removível e conta com um relevo para melhorar a estabilidade durante o uso.
Os gatilhos, diferentemente dos botões frontais, não agradam tanto: são mais duros para apertar, fazem bastante barulho e não oferecem o mesmo conforto que esse tipo de comando ganhou ao longo das gerações desde o PS1.
Em jogos que exigem uso frequente dos gatilhos, isso pode incomodar, e botões um pouco mais leves deixariam a experiência mais agradável em determinados games e funções do Boyhom R36S.
Gatilhos traseiros do Boyhom R36S
Luccas Melo/TechTudo
Ótima tela, mas o som poderia ser melhor ⭐⭐⭐
Um dos pontos mais elogiáveis do Boyhom R36S é, sem dúvidas, a tela.
O console traz um display IPS horizontal de 3,5 polegadas com resolução SD (640 x 480 pixels), suficiente para exibir com boa qualidade e fidelidade os jogos disponíveis, especialmente porque muitos videogames antigos foram originalmente pensados para telas com resoluções ainda menores.

Não há, porém, nenhuma tecnologia avançada de proteção informada pela fabricante, então arranhões e trincos podem ocorrer em caso de quedas ou impactos.
Também não há certificação contra água e, naturalmente, não mergulhei o aparelho para testar essa resistência.
Por outro lado, a caixa inclui uma película extra para a tela e itens de limpeza para ajudar na instalação.
Boyhom R36S conta com uma tela IPS de 3,5 polegadas e resolução SD
Luccas Melo/TechTudo
A tela do Boyhom R36S também consegue se adaptar bem aos diferentes formatos exigidos pelos jogos.
Ao rodar títulos de Nintendo DS, por exemplo, é possível exibir as duas telas do portátil lado a lado, na horizontal, sem comprometer a resolução ou os principais detalhes da imagem.
O display atinge brilho máximo de aproximadamente 350 nits, suficiente para jogar em ambientes com luminosidade moderada.
Nas configurações, ainda é possível ajustar o brilho e algumas opções de cor, embora sem recursos muito avançados.
Por outro lado, o som do Boyhom R36S não merece tantos elogios.
O console traz duas saídas principais de áudio, uma na parte frontal e outra na região inferior, além de entrada P2 para fones de ouvido com fio.
O problema é que o sistema entrega mais volume do que qualidade: músicas e efeitos sonoros apresentam certo ruído e pouca definição, algo que até remete aos videogames antigos, mas poderia ser melhor em um aparelho mais moderno.
Mesmo em jogos de PSP, por exemplo, o áudio pode decepcionar.
O ponto positivo é justamente o volume alto, suficiente para destacar até sons mais discretos, tanto que quase sempre joguei com a barrinha abaixo dos 50%.
Desempenho quase perfeito ⭐⭐⭐⭐
Chegamos ao ponto mais importante da análise do Boyhom R36S: afinal, o console consegue rodar todos os jogos e sistemas que promete? A resposta curta é sim, mas com algumas ressalvas.
O Rockchip RK3326, quad-core de até 1,5 GHz, aliado a 1 GB de RAM, roda com facilidade games de sistemas como Capcom Play System 1, Super Nintendo, Game Boy Advance e Nintendo DS, sem gargalos ou quedas perceptíveis de FPS.
No Super Nintendo, por exemplo, consegui jogar por várias horas com uma experiência bastante próxima à do console original.
O PS1 também apresenta bom desempenho na maior parte dos jogos, apesar de algumas quedas de fluidez e gargalos pontuais em títulos mais pesados.
Já no PSP, que concentra alguns dos jogos mais recentes e exigentes disponíveis no R36S, o desempenho cai bastante.
Títulos mais simples, como Angry Birds e Coconut Dodge, rodam de forma aceitável, mas games como Pro Evolution Soccer, GTA: Vice City Stories e God of War exigem ajustes manuais no emulador e, mesmo assim, apresentam travamentos, FPS baixo e atraso nos comandos, prejudicando bastante a experiência.
Boyhom R36S rodando Super Mario Advance, do GBA
Luccas Melo/TechTudo
Vale mencionar que, apesar das configurações limitadas, a comunidade do Boyhom R36S ajuda bastante a ampliar as possibilidades do portátil.
Na web, é possível encontrar usuários que conseguiram portar jogos ainda mais pesados que os de PSP, além de diversos ajustes para melhorar a compatibilidade e o desempenho em títulos mais exigentes.
Esse é justamente um dos grandes diferenciais do aparelho: quase tudo pode ser personalizado, permitindo alterações manuais para instalar novos jogos e tentar melhorar aqueles que não rodam tão bem inicialmente.
Claro que o ideal seria simplesmente ligar o console, abrir God of War e jogar por horas sem preocupações, mas, pelo preço atual do R36S, também não dá para exigir desempenho de alto nível.
GTA: Vice City, do PSP, rodando no Boyhom R36S
Luccas Melo/TechTudo
Bateria de ótimo custo-benefício ⭐⭐⭐⭐⭐
Quem vê o Boyhom R36S por esse preço e prometendo tanto pode imaginar que a bateria seja um ponto fraco, mas não é bem assim.
A capacidade de 3.500 mAh, com bateria removível, garante pelo menos 4 horas de gameplay contínua mesmo exigindo bastante do hardware.
O console também traz um modo nativo de economia de energia, que pode reduzir um pouco o desempenho, mas ajuda a prolongar a autonomia.
Nos meus testes, com jogos mais leves, como Super Mario Deluxe, de Game Boy Color, consegui chegar perto de 6 horas sem precisar da tomada.
Reduzindo o brilho e algumas personalizações, a autonomia pode aumentar ainda mais.
Já em Lego Batman 2, de Nintendo DS, o R36S ficou entre 4 e 5 horas de uso contínuo sem grandes problemas.
Quando descarregar, será preciso apelar para um carregador USB-A, com a porta tipo C no console (ele não suporta carregadores mais modernos com entradas USB-C nas duas pontas) e algumas horas de carregamento.
Novamente, levando em consideração o valor pago pelo aparelho e o que ele entrega, a bateria é ótima e garante boas horas de diversão com o videogame em mãos.
Em comparação, o Nintendo Switch 2 suporta de 2 a 6 horas de jogatina antes de precisar da base de carregamento; o Switch Lite pode chegar a 7 horas; e o ROG Xbox Ally X chega a descarregar em menos de 3 horas.
Boyhom R36S conta com uma bateria removível de 3500mAh
Luccas Melo/TechTudo
Muitos recursos ⭐⭐⭐⭐⭐
O que mais chama a atenção no Boyhom R36S é sua quantidade de conteúdo.
Ao todo, são 20 sistemas diferentes que acumulam mais de 15 mil jogos disponíveis por padrão: Capcom Play System 1, 2 e 3; Multiple Arcade Machine Emulator (M.A.M.E); PC-Engine; Famicon Disk System e Super Famicon; Nintendo System, Super Nintendo, Nintendo 64, Game Boy, Game Boy Color, Game Boy Advance e Nintendo DS; Sega Mega Drive, Dreamcast e Gamegear; SNK Neo Geo; PlayStation e PSP.
Por toda essa quantidade de videogames e jogos, senti falta de algumas funções, como pesquisar o jogo pelo nome (sim, você é forçado a passar toda a lista para encontrar um), embora tenha a ‘pasta’ de favoritos e de jogadores recentemente, que tentam fazer esse trabalho de certa forma.
Também dá para criar coleções de jogos e de sistemas, permitindo formar algumas pastas de jogos que você mais gosta ou quer jogar futuramente, além de unir os consoles — tudo para personalizar a experiência.
Por outro lado, o R36S já conta com um sistema para capturas de tela e até gravações, para quem quiser registrar a gameplay a qualquer momento.
The Legend of Zelda, do GBA, no Boyhom R36S
Luccas Melo/TechTudo
As configurações também permitem diversas alterações, incluindo personalizar o layout do menu principal, trocar o wallpaper e a forma como as listas são exibidas, além dos já mencionados ajustes para cada emulador, que não são tão complexos assim, mas podem melhorar o desempenho para certos games.
É importante mencionar, também, que não há conectividade Wi-Fi ou Bluetooth nativa no aparelho, ou seja, as únicas conexões possíveis são via cabo USB ou removendo o cartão de memória para acessar os arquivos — isso também significa nada de conectar um fone ou controle sem fio para jogar.
Usuários fazem 'ports' de jogos para o Boyhom R36S, como GTA: Liberty City, GTA 3, entre outros games
Reprodução/Reddit
Por fim, um dos recursos mais interessantes do Boyhom R36S é a possibilidade de remover e adicionar jogos, sistemas e até ports feitos pela comunidade.
Há versões adaptadas de títulos originalmente lançados para PlayStation 2, Xbox 360, PC e Android rodando no portátil, algumas com desempenho satisfatório.
Esses conteúdos podem ser encontrados em fóruns como Reddit e em tutoriais no YouTube, além de receberem atualizações que melhoram a compatibilidade e adicionam novidades.
A instalação, porém, exige um dispositivo externo, como PC com Windows ou celular Android, além do uso do cartão microSD do console para acessar e modificar os arquivos.
Vale a pena comprar o Boyhom R36S?
Se você busca um console portátil para jogar games retrô sem gastar muito, a resposta é sim.
O Boyhom R36S cumpre bem a proposta de oferecer bom custo-benefício para fãs de jogos antigos, reunindo suporte a diversos sistemas, desempenho satisfatório na maior parte deles e uma experiência simples de usar.

Outro destaque é a personalização: além dos milhares de jogos já disponíveis, o usuário pode instalar novos títulos e fazer diferentes ajustes no sistema sem precisar investir mais dinheiro para ampliar a biblioteca.
O acabamento e o design do Boyhom R36S são confortáveis e bem construídos, mesmo sem materiais de altíssima qualidade, enquanto a tela consegue exibir os jogos com boa resolução e definição.
O sistema de áudio poderia ser melhor, mas não chega a comprometer as horas de jogatina.
O desempenho também é satisfatório na maior parte dos sistemas, com problemas mais perceptíveis no PSP e em alguns títulos específicos, embora parte dessas limitações possa ser contornada com ajustes manuais.
Spider-Man, do Nintendo 64, rodando no Boyhom R36S
Luccas Melo/TechTudo
A bateria é outro ponto positivo e pode chegar perto de 6 horas de gameplay longe da tomada, especialmente em jogos mais leves e com o brilho reduzido.
Já as possibilidades de personalização são a cereja do bolo, permitindo alterações, customizações e melhorias ao longo do tempo para manter o R36S funcionando da melhor forma possível.
Para quem busca a nostalgia dos games mais antigos, seja para passar o tempo ou até para zerar um jogo que nunca conseguiu; para presentear um amigo ou parente gamer; ou mesmo aumentar a coleção de portáteis, o Boyhom R36S é uma das melhores opções atuais no mercado de consoles importados, com um belo custo-benefício, preço atrativo e inúmeros pontos positivos.

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