Rio de Janeiro: meteorologista faz alerta para novas rajadas de vento

Rio de Janeiro: meteorologista faz alerta para novas rajadas de vento 'críticas' no sábado

Fonte: Bandeira da fonte

A meteorologista do Climatempo Jade Ramos afirmou, em entrevista ao CBN Rio, que há uma possibilidade 'crítica' de novas rajadas de ventos fortes no Rio de Janeiro no próximo sábado, dia 1 de agosto.
Segundo ela, nesta quinta (30) e sexta (31), a situação deve ser mais moderada, com ventos de até 50 quilômetros por hora, mas podendo ser pior em alguns pontos do litoral do Rio.
Porém, no sábado, a tendência é que a situação piore.
Ao menos é o que mostram os modelos matemáticos feitos pelos computadores, que possuem de 80 a 90% de precisão.
'Então, a gente precisa acompanhar de hora em hora as atualizações para que a gente consiga ter um melhor monitoramento dessas rajadas de vento.
Por enquanto, rajadas de vento que podem acontecer ainda até o sábado e podem vir fortes, sim, no litoral fluminense e boa parte também da cidade do Rio de Janeiro'.
'Principalmente no sábado a condição é bem crítica porque os modelos já estão apontando desde agora.
Então, já tem 48 horas antes eles já estão mostrando.
Dois dias antes já estão mostrando para que temos aí rajadas de vento novamente no sábado', complementou.
Por que ventania que atingiu Rio não apareceu nas previsões climáticas?
Destruição causada por ventania no Rio de Janeiro.
Ellan Lustosa/Código 19/Agência O Globo
Os moradores da cidade do Rio e outras cidades no estado atingidas por fortes ventos nessa quarta-feira (29) reclamaram da falta de alertas e avisos sobre a situação.
Além disso, as previsões climáticas também não indicavam ventos tão fortes.
Segundo a meteorologista do Climatempo, Jade Ramos, os modelos meteorológicos não são totalmente perfeitos e conseguem prever com 90% de precisão.
Ela contou, em entrevista ao CBN Rio, que os modelos são bem próximos do real em um período próximo, de três dias.
E os modelos usados de satélites servem para todo o Brasil.
Porém, eles precisam de uma capacidade computacional enorme, para ver informações detalhadas da atmosfera.
'Então, nós precisamos aí de informações rápidas, que aconteçam de hora em hora, a cada 3 horas, no mínimo, ou a cada 1 hora, para que a gente consiga fazer essa previsão com antecedência.
E aí, o que acontece? Nem todos os lugares do Brasil, esses modelos meteorológicos localizados, que são modelos que têm supercomputadores, sendo rodados e executados, eles são feitos no Brasil'.
'Existem essas informações, mas não para todos os estados do Brasil.
No caso dessa ventania, a gente conseguiu ver ela com 24 horas de antecedência.
Os modelos viram essa mudança nos ventos com 24 horas.
A gente já sabia que ia acontecer, mas não para todos os estados.
Então, no Rio de Janeiro, como a gente não tem essa tecnologia, fica mais difícil ainda', declarou.
Dessa forma, a dificuldade de acessos à tecnologia geraram uma dificuldade de detectar a situação no Rio.
Jade afirma que esses modelos são executados por empresas privadas.
Dessa forma, sem a presença do poder público, ficaria difícil de descobrir antecipadamente.
'Eles não conseguem captar informações tão detalhadas da atmosfera em intervalos de tempo menores.
Então, a gente também usa esses modelos globais.
Foram eles, inclusive, que nos deixaram sem condições de prever com tanta tranquilidade', declarou.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaleiri, afirmou que a força dos ventos não foi prevista pela meteorologista da Prefeitura.
'O que a gente viu acontecer não bateu com o que a meteorologia, com o que a ciência, com o que essas estações conseguiram medir, de diferentes organizações, diferentes níveis.
O que veio ontem foi um fenômeno extremo, com mais de 100 km por hora de ventos'.
Queda de árvore após vendaval no Rio de Janeiro.
Ellan Lustosa/Código 19/Agência O Globo