Rock in Rio 2026: de Belo a Fatboy  Slim, espaços alternativos reúnem atrações de peso e novidades - QTU Questões do Universo

Rock in Rio 2026: de Belo a Fatboy Slim, espaços alternativos reúnem atrações de peso e novidades

Fonte: Bandeira da fonte

Dois amigos pegam suas capas de chuva e partem rumo ao Rock in Rio, com agendas afiadas.
— Quero ver Foo Fighters, Elton John e o encontro de Roupa Nova e Guilherme Arantes — diz o primeiro, mais mainstream.
O segundo, que se aprofundou mais na pesquisa das atrações, debocha:
— Quem são esses? Eu vou ver Fatboy Slim, Mart’Nália e Supercombo.
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Bem que Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, enumerou ao abrir a Cidade do Rock para o evento teste de quarta-feira:
— Esta é a programação dos nossos sete palcos.
Mas como assim sete?
Pois é.
Os palcos Mundo e Sunset são os que reúnem os nomes mais consagrados, mas uma pesquisa em espaços como o Favela, o Supernova, o Global Village, o NDO (New Dance Order, também conhecido como a tenda eletrônica) e o Highway Stage revela novidades e nomes grandes da música em várias vertentes.
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O mais conhecido é, possivelmente, o DJ inglês Norman Cook, famoso com o nome Fatboy Slim, que se apresenta no NDO na segunda-feira, 7 de setembro, o famoso dia de Elton John, que já está com os ingressos esgotados desde a semana passada.
Sua aparição no iluminado espaço (um dos mais impactantes do festival, que vale a visita mesmo para quem não curte o tipo de som) está marcada para 1h30 da madrugada.
Como Elton John antecipou o horário de seu show no Palco Mundo para as 23h, por pouco os dois conterrâneos não se apresentavam ao mesmo tempo.

— Rock in Rio e Fatboy Slim.
Este é um match que estava faltando — diz o diretor artístico do NDO, Claudio Miranda.
— E no mesmo dia de Elton John e Gilberto Gil, um dia de clássicos.
O palco eletrônico conta ainda com nomes fortes do gênero, como o americano John Summit, o sueco Steve Angello (do trio Swedish House Mafia) e a Rave the World do astro brasileiro Alok — que estará mais uma vez no Palco Mundo, no dia 11, antes do k-pop dos Stray Kids.
— São 25 anos da expressão artística dessa música eletrônica, antes marginalizada nas raves, nas cenas do underground — diz Claudio, lembrando o modesto espaço do gênero no Rock in Rio de 2001, quando a tenda Mundo Melhor, usada durante o dia para debates e palestras voltados ao meio ambiente, virava, à noite, a Tenda Eletro, que recebeu nomes como Felipe Venâncio e Marky.
— Acho que chegamos a um lugar inimaginável, não pela programação da NDO, que está legal, mas por causa do (DJ escocês) Calvin Harris, que foi anunciado na última hora e bateu todos os recordes, foi o primeiro a esgotar os ingressos.
Vamos nos inspirar em 2001 e unir todo mundo ao som dessa música, que, afinal, compreende tudo.
Você pode muito bem fazer um remix de uma canção de pagode, samba ou sertanejo.
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Reprodução
Se encantou os fãs de “We found love”, música com mais de dois bilhões de audições no Spotify, o anúncio de Calvin Harris pegou de surpresa a galera que esperava uma banda de rock, intenção original do Rock in Rio para o dia — que completaria um fim de semana de quatro dias roqueiros, de Foo Fighters a Elton John.
O Palco Supernova, por exemplo, já tinha programado dois shows de peso para o domingo, e eles ficaram lá mesmo: João Gordo e Asteroides Trio, em um tributo aos 50 anos do primeiro disco dos Ramones (que será tocado em versão psychobilly), e Matanza Ritual.
— Eles me disseram que era um dia de rock, e eu não deixei por menos — diverte-se Roberto Verta, responsável pela curadoria do espaço, ligado à Filtr, plataforma de curadoria da gravadora Sony, mas sem a obrigação de exclusividade com os artistas da casa.
— É o nosso quarto ano.
Começamos em 2019 em um cantinho para cerca de mil pessoas e depois nos mudamos, agora estamos perto do Palco Favela, num espaço que comporta umas seis ou sete mil pessoas, oficialmente.
Defante, MPB e samba
Além de nomes como João Gordo e Matanza Ritual, o Supernova terá o youtuber Diogo Defante e seu rock pesado (que já teve boa recepção no evento-teste de anteontem), a banda capixaba Supercombo, Larissa Luz com o tributo Rock in Gil e o som urbano de Yago O Próprio e Delacruz, entre outros.
— O Supernova traz artistas novos e outros um pouco menos conhecidos, ainda que já com tempo de estrada — diz Verta, que aposta em artista como MC Thaya, Venere Vai Venus e Bruna Black.
— É um público mais informado, que vai atrás de novidades.
Diogo Defante
Divulgação
Ou seja, quem se aventurar além do grande espaço que reúne os palcos Mundo e Sunset (que têm a roda-gigante como ponto em comum) pode descobrir altos shows.
No meio de casas temáticas de diferentes lugares do mundo está o Global Village, um porto seguro para os fãs de calma e de MPB, que poderá ver João Bosco, Joyce Moreno, a canadense Haley Smalls e o thrash metal do veterano Korzus, de São Paulo.
Para os curiosos (e organizados), é bom baixar o aplicativo do festival, que tem os horários de todos os shows.
Hoje, por exemplo, quem for ver Paulinho Moska, às 19h10, no Global Village, pode se organizar para antes dar uma olhada em Hitmaker, no Espaço Favela.
A pracinha com casas, cães e gatos cenográficos que simulam uma comunidade é um dos xodós de Zé Ricardo, curador do festival, que mais uma vez levou para lá nomes do samba como Belo e Mart’Nália e funkeiros como Dennis, que já disse que se sentirá em casa, já que começou tocando na comunidade da Mangueirinha, em Duque de Caxias.
Quer mais? Tem.
Um pouco afastada está a Rota 85, de onde se pode sair para ver o espetáculo tecnológico “Ecco”, com cinco sessões por dia, e onde fica o Highway Stage, um simpático coreto que receberá nomes como Drenna e Black Jack.
Quer mais ainda? Tem.
Palcos comerciais, como o da Coca-Cola (com bandas como Maré Tardia e The Monic) e o Pavilhão Itaú, que costuma apresentar atrações de peso (em 2024 teve até Xuxa), estarão lá para complicar mais um pouco as agendas.