O Rock in Rio, que começa nesta sexta-feira, mexe com a dinâmica da cidade e exige planejamento de quem vai ao festival — e também de quem precisa circular por ruas e transportes.
Esquema especial de BRT, metrô e VLT funcionando 24 horas, estações de trem Central do Brasil, Madureira e Deodoro abertas durante a madrugada são algumas das mudanças na rotina, que vão se estender até terça-feira, recomeçando na próxima sexta-feira e se prolongando até a segunda seguinte.
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Voos extras: 62
Está sendo esperado o deslocamento de um público de 100 mil pessoas para a Cidade do Rock, na Zona Sudoeste, em cada um dos sete dias do evento.
Além de cariocas, o festival atrai turistas.
No primeiro fim de semana, os hotéis estão com 77,62%, em média, de lotação.
Já a concessionária RioGaleão espera receber 643 mil passageiros no aeroporto, desde esta quinta-feira até o dia 14, volume 21% superior ao registrado no período equivalente da última edição do Rock in Rio, em 2024.
Para atender ao aumento da demanda, estão previstos 62 voos extras.
Para recepcionar passageiros no desembarque doméstico, há uma decoração temática, apresentação de DJ e espetáculo de dança.
— Queremos que o público entre no clima do festival desde o primeiro momento na cidade — diz Uyara Assis, gerente de Marketing do RIOgaleão.
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Para melhorar o fluxo de trânsito, diante do aumento da movimentação nas vias, a prefeitura e o governo do estado publicaram decreto que permite a liberação dos servidores hoje a partir das 15h.
A medida só não vale para serviços essenciais, como saúde e transportes.
Transporte público
Para facilitar o acesso à Cidade do Rock, o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, destaca a importância do uso do transporte público e de as pessoas se organizarem com antecedência:
— Carros particulares e veículos de aplicativo terão circulação restrita e não chegarão próximo à Cidade do Rock, o que torna ainda mais importante planejar o deslocamento e considerar o tempo necessário para chegar ao festival.
Esse planejamento também vale para a saída.
Teremos uma grande concentração de pessoas ao mesmo tempo, e seguir as orientações da operação, respeitar os acessos e os fluxos indicados são atitudes fundamentais.
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O esquema da CET-Rio prevê interdições num perímetro no entorno do Parque Olímpico.
Somente carros de moradores previamente cadastrados, veículos oficiais e o BRT poderão acessar a área bloqueada.
O controle será por meio de leitura de placas através do sistema OCR (Optical Character Recognition) e totens de alta visibilidade para confirmação da posição de acesso em tempo real.
Transportes
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Cinturão: 800 câmeras
O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) também estruturou uma operação especial.
A estratégia envolve um cinturão composto por 800 câmeras distribuídas por Barra Olímpica, Curicica, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, que irão monitorar o deslocamento do público pelas principais vias de acesso ao festival.
O cerco tecnológico cobrirá ainda os pontos de bloqueio e os locais de embarque e desembarque do sistema BRT.
O COR-Rio terá uma base avançada no Parque Olímpico, e três drones vão acompanhar a movimentação na região.
E toda a movimentação será supervisionada simultaneamente a partir da sede do órgão, na Cidade Nova.
— Estamos atuando de forma proativa para antecipar qualquer impacto na mobilidade e no fluxo de público durante o Rock in Rio — destaca Thiago Curvello, chefe-executivo do COR-Rio.
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Primeira classe
A melhor forma de chegar ao festival é de ônibus.
Quem optar pelo BRT Expresso Rock in Rio pagará R$ 29, por ida e volta.
O passageiro deverá apresentar o QR code do serviço especial para embarque.
Ao desembarcar, será direcionado para uma tenda próxima à entrada da Cidade do Rock.
No local, o QR code será validado para a entrega e colocação da pulseira que permitirá o embarque de retorno.
Mas quem quiser mais conforto pode optar pelo Primeira Classe, que sai de mais 30 pontos de Rio, Niterói, Baixada e outros estados com destino a um terminal dentro da Cidade do Rock, perto do palco New Dance Order.
O bilhete do ônibus executivo varia, começando com R$ 220, ida e volta.
Para a ida, o passageiro escolhe previamente seu ponto de embarque e o horário de partida.
Na volta, não é necessário agendamento horário, e os ônibus começam a sair a partir das 22h, mediante demanda, sendo que os últimos embarques acontecem até duas horas após o término do Palco Mundo.
Serviço
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Seis postos médicos
Esquemas foram montados também por órgãos como PM, Polícia Civil, Bombeiros, Guarda Municipal e Ordem Pública.
A Cidade do Rock terá ainda seis postos médicos sob responsabilidade da organização do evento, com 16 ambulâncias para eventuais remoções.
Quanto aos alimentos, bebidas e serviços oferecidos, o Procon Carioca e o Procon-RJ prometem atuar.
— Queremos preservar os direitos do público e atuar na prevenção de situações que possam colocar em risco a saúde e a segurança dos consumidores.
Além da fiscalização, teremos pontos de atendimento dentro do festival para orientar o público e receber eventuais reclamações — destaca Elisa Freitas, diretora de fiscalização do Procon-RJ.
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