Rolé aleatório? Savarino e Soteldo, do Fluminense, celebram a Venezuela com fila de torcedores em aniversário de lanchonete - QTU Questões do Universo

Rolé aleatório? Savarino e Soteldo, do Fluminense, celebram a Venezuela com fila de torcedores em aniversário de lanchonete

Fonte: Bandeira da fonte

Uma fila de tricolores em uma lanchonete venezuelana em Copacabana.
Parece mais uma definição atualizada de “rolé aleatório”, mas essa cena realmente aconteceu nesta quarta-feira, durante o aniversário de três anos do Venezuela Gourmet.
O motivo? Soteldo e Savarino foram os convidados de honra, puderam matar a saudade de casa e ainda assinaram as camisas dos fãs.
O prato preferido dos jogadores é a arepa, um pequeno pão redondo e achatado feito de massa de farinha de milho, cozido na chapa ou na frigideira e geralmente cortado ao meio para ser recheado.
Além do “queridinho” dos venezuelanos, empanadas e tequeños também saem bastante da cozinha.
— Todo mundo sabe que sou apaixonado pela arepa venezuelana, minha comida favorita do meu país.
Não tem nada que possa substituir — afirmou Soteldo ao GLOBO.
— Para nós, é sempre importante ter alguma coisa de casa.
A Venezuela é um país muito rico em pessoas e comidas.
Passamos por um momento difícil com o terremoto, mas sempre nos levantamos — destacou Savarino.
O momento difícil ao qual Savarino se refere ocorreu no último 24 de junho, quando dois tremores de terra, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com menos de um minuto de intervalo, atingiram o norte do país, a oeste de Caracas.
Os abalos provocaram destruição principalmente no estado costeiro de La Guaira e deixaram cerca de 6,3 mil mortos, além de milhares de feridos e desabrigados.
Foi o terremoto mais mortal no país desde 1812, e os prejuízos materiais foram estimados pelo Banco Mundial em 19,6 bilhões de dólares.
Diante da situação difícil no país, a dona do Venezuela Gourmet, Desiree Borges, celebrou a oportunidade de receber dois jogadores de peso na data de aniversário do restaurante e reunir a comunidade venezuelana.
— É uma forma de apoio e união.
É uma pequena alegria em meio à escuridão.
É algo que a gente valoriza muito.
As pessoas passam por momentos difíceis, e nós também, como venezuelanos, ficamos muito tristes.
Mas, sim, é um momento que nos alegra muito e nos faz esquecer um pouco da realidade — disse Desiree.
Além dos tricolores, alguns botafoguenses também estiveram presentes para tietar Savarino, que foi um dos destaques das conquistas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024.