Aos 49 anos, Samantha Morton afirma que ainda precisa lidar com uma realidade conhecida por muitas atrizes em Hollywood: a dificuldade de encontrar personagens relevantes com o passar do tempo.
Em participação recente no podcast "Happy Sad Confused", a atriz revelou que o convite para interpretar a feiticeira Circe em "A Odisseia", novo filme de Christopher Nolan, representou mais do que uma oportunidade profissional, foi uma confirmação de que ainda havia espaço para ela na indústria cinematográfica.
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O longa, lançado em 17 de julho, devolveu à atriz a confiança de que poderia continuar construindo uma carreira mesmo diante dos obstáculos impostos pelo envelhecimento.
Ao ser questionada sobre o significado do papel em sua trajetória, Morton respondeu: "Esperança e fé.
Que eu suponho que, se você persistir, continuar produzindo um bom trabalho e as pessoas certas o assistirem, então talvez você possa continuar trabalhando".
A atriz, indicada duas vezes ao Oscar, contou que a experiência acumulada e o reconhecimento profissional nem sempre garantem estabilidade.
Segundo ela, mesmo com uma carreira consolidada e o apoio de bons representantes, períodos de afastamento dos sets fazem parte da realidade de muitos artistas.
"Mas, no fim das contas, tenho 49 anos e, embora acredite ser uma boa atriz, existem outros bons atores por aí", disse.
Para Morton, a decisão de Nolan de convidá-la para o elenco teve um impacto especial justamente por simbolizar novas possibilidades em uma fase da carreira em que papéis de destaque se tornam menos frequentes.
Ela contou que chegou a chorar quando soube que o diretor queria conhecê-la.
"Já trabalhei com pessoas brilhantes, mas como ator, você está sempre à mercê de quem é seu empregador, do que ele espera de você e do que ele acredita que você pode fazer por ele", declarou.
Samantha Morton fala sobre etarismo em Hollywood
Getty Images
Em outra entrevista, Samantha já havia comentado sobre a redução de oportunidades para mulheres à medida que envelhecem na indústria.
Para ela, personagens complexos e de grande relevância tornam-se cada vez mais raros, especialmente fora de produções independentes e da televisão.
"Conforme a carreira de atriz avança, papéis como este se tornam raros.
Continuo trabalhando bastante, mas principalmente em filmes independentes ou na televisão", declarou.
Samantha Morton desabafa sobre falta de papéis para mulheres mais velhas em Hollywood:
Getty Images
Com uma trajetória marcada por trabalhos no cinema, na televisão e no teatro, Morton reforça uma discussão recorrente em Hollywood: a permanência de barreiras relacionadas à idade, sobretudo para mulheres, mesmo entre profissionais reconhecidas por crítica e público.
Samantha Morton revela como o etarismo em Hollywood afeta a carreira de atrizes
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