O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia ao presidente americano, Donald Trump, informou a Casa Branca nesta segunda-feira.
A saída ocorre após meses de tensão com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo fontes ouvidas pela CNN.
A notícia foi publicada primeiro pelo Wall Street Journal, que informou a saída com exclusividade.
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Um funcionário do Exército afirmou à CNN que Driscoll “conversou com o presidente sobre o atual estado do Exército e apresentou sua renúncia”.
Questionada sobre a reportagem do Wall Street Journal de que Driscoll havia renunciado, a vice-porta-voz principal da Casa Branca, Anna Kelly, não negou a informação.
Em comunicado, Kelly elogiou o trabalho do secretário e afirmou que ele foi “altamente eficaz” em promover a agenda do presidente Trump de “Tornar a América Forte Novamente” no Departamento do Exército.
Segundo Kelly, Driscoll ofereceu "uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando o foco na prontidão e na letalidade, auxiliando nas negociações entre Rússia e Ucrânia, entre outras ações”.
A saída acontece após meses de relatos de atritos entre Driscoll e Hegseth.
De acordo com fontes citadas anteriormente pela CNN, o secretário de Defesa demonstrava desconfiança em relação a integrantes de sua equipe, tanto civis quanto militares, e questionava a lealdade de alguns deles.
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A relação entre Hegseth e Driscoll teria sido especialmente marcada por disputas internas.
Segundo a CNN, Hegseth considerava a proximidade do secretário do Exército com a Casa Branca uma tentativa de contornar sua autoridade.
Driscoll é veterano do Exército e amigo de longa data do vice-presidente americano, JD Vance.
Os dois foram colegas na Faculdade de Direito de Yale e permaneceram próximos desde então.
O secretário também desenvolveu uma relação própria com Trump.
No ano passado, o presidente o escolheu para ajudar a convencer a Ucrânia a voltar à mesa de negociações para discutir o fim da guerra com a Rússia.
Atritos no comando militar
A saída de Driscoll ocorre em meio a uma série de mudanças no alto comando militar durante a gestão de Hegseth.
No início deste ano, o secretário de Defesa demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, além de outros dois generais.
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George e Driscoll trabalhavam em estreita colaboração, segundo a CNN.
A renúncia também ocorre seis meses após o início da guerra entre EUA e Irã, que continua sem sinais de encerramento.
Driscoll estava à frente do Departamento do Exército durante parte desse período, além de ter participado dos esforços diplomáticos relacionados à guerra na Ucrânia.
A Casa Branca não informou imediatamente quem deverá substituir Driscoll no cargo.
(Com AFP)
