Sem conseguir firmar alianças no Rio de Janeiro, o PL deve anunciar nesta terça-feira (4) os candidatos da própria sigla para os cargos de vice-governador e ao Senado.
A chapa majoritária do partido no Estado havia sido a primeira do país a ter todos os seus postos anunciados, em fevereiro deste ano, pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Desde então, no entanto, quase todos os indicados — com exceção do presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Douglas Ruas, — desfalcaram o palanque do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A expectativa é de que Flávio anuncie ainda nesta tarde o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) para concorrer à segunda vaga do Senado.
O nome do parlamentar, que já havia sido cotado para disputar a Casa Alta do Congresso, foi escolhido na segunda-feira após o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) anunciar a desistência de pleitear o cargo.
Canella era um dos nomes que foram anunciados por Flávio no início deste ano.
A candidatura do ex-prefeito, contudo, foi frustrada após ele ter sido preso por porte irregular de fuzil e entrar na mira da Polícia Federal sob suspeita de ser o braço político de um esquema de lavagem de dinheiro.
Canella nega as acusações.
O União Brasil também deve desembarcar da aliança de Flávio e Ruas no Estado, assim como fez o PP — as duas siglas são federadas.
Os Progressistas teriam a vaga de vice na chapa do presidente da Alerj, e o anunciado era o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa.
Ele, porém, também abriu mão da disputa alegando “questões pessoais” e, segundo fontes próximas, tem negociado uma aliança informal com o principal adversário de Ruas, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD).
Para concorrer ao Palácio Guanabara ao lado de Ruas, o PL também deve anunciar nesta terça a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL).
Na convenção do partido, realizada no dia 24 de julho, Louback havia sido formalizada como candidata a deputada estadual.
Com as escolhas de Jordy e Louback, o PL optou por uma chapa majoritária pura.
Além de Ruas, a sigla também tem o senador Carlos Portinho (PL-RJ) como candidato à reeleição.
Ele foi anunciado na disputa em meados de julho, assumindo o posto que seria disputado pelo ex-governador Cláudio Castro (PL).
Castro desistiu da corrida no fim de maio, após uma série de desgastes.
O ex-chefe do Guanabara deixou o governo em março e foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornando-se inelegível.
Também entrou na mira da Polícia Federal em inquéritos envolvendo o Banco Master e a Refit.
A sequência de desventuras e a relação turbulenta com o PL fez com que o ex-governador se tornasse pária entre membros do próprio partido.
Sua gestão foi até mesmo criticada por Ruas, durante a convenção da sigla, que desaprovou a administração do ex-colega de chapa nas áreas de educação, segurança e emprego e renda.
Sem a federação entre União Brasil e PP, o palanque de Flávio e Ruas no Rio contam agora com o apoio dos partidos Agir, Avante e Mobiliza.
Maira Erlich/Bloomberg
