Semana de Arte do Rio terá ocupação de imóveis históricos e joias da arquitetura; veja lista - QTU Questões do Universo

Semana de Arte do Rio terá ocupação de imóveis históricos e joias da arquitetura; veja lista

Fonte: Bandeira da fonte

A Semana de Arte do Rio, que vai de 16 a 27 de setembro, terá 90% das atrações gratuitas.
Festivais e atrações brasileiras com projeção local, nacional e até internacional participam da iniciativa.
Nesta quinta (3), num evento no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, o secretário municipal de cultura, Lucas Padilha, informou que o número de atrações já supera 400.
Semana de Arte do Rio terá mais de mil horas de eventos.
Veja lista
Das experiências raras às afetivas, Rio está no topo do turismo de luxo
— Já temos 427 linhas de uma planilha.
É uma programação extensa e diversa para que cada pessoa possa ver um pouco e muito, se surpreender.
A gente não quer que ninguém vá e fique só em um festival o tempo todo.
A ideia é que as pessoas circulem — diz o secretário, que informa que uma plataforma virtual será lançada para que o público se ambiente aos espaços que receberão festivais e atrações.
Patrimônios históricos e arquitetônicos serão ocupados por artistas e seus públicos.
Pontos turísticos da Região Central também viram cenários.
Na Lapa, um grande palco receberá atrações do Festival de Teatro Amir Haddad, entre eles Fafá de Belém, que abre o evento.
A vocação carioca para a cultura e para grandes festivais será aproveitada, com integração entre bairros, inclusive.
Compõem o circuito: Centro, Santa Teresa, Glória, Gamboa, entre outras regiões da cidade.
— Esse modelo que pensamos para o Rio de Janeiro não é um modelo importado, é nosso.
Não é um modelo gringo, é parecido com o Carnaval de Rua também, em que a gente tem estruturas e pontos com banheiro, circuito como o da Preta Gil e do circuito Bira Presidente — diz Padilha.
Confira abaixo imóveis emblemáticos do Rio que receberão atrações da Semana de Arte do Rio
1.
Edifício Aliança da Bahia: A edição de 2026 do CasaCor, comemorativa de 35 anos, ocupa o Edifício Aliança da Bahia.
O prédio fica na Rua Araújo Porto Alegre 36, em frente ao Palácio Gustavo Capanema.
O imóvel foi construído entre 1957 e 1961 para abrigar a Companhia de Seguros Aliança da Bahia, considerada a seguradora mais antiga do país e é tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.
O prédio modernista tem 15 pavimentos, fachadas envidraçadas, brises metálicos e revestimento em mármore travertino.
O projeto original é assinado pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo.
Edifício Aliança da Bahia: recebe o CasaCor, a partir de 15 de setembro
Márcia Foletto
2.
Palácio Capanema: Joia do Modernismo, o edifício Gustavo Capanema foi reinaugurado em maio de 2025 depois de seis anos fechado para obras e receberá o Próxima Parada Samba, na Semana de Arte do Rio.
O imóvel da Rua da Imprensa 16 foi construído para ser a sede do antigo Ministério da Educação e da Saúde entre os anos 1936 e 1945, quando o Rio ainda era a capital federal.
O projeto arquitetônico é de Lúcio Costa, com equipe composta por Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Machado Moreira, Ernani Vasconcellos e Oscar Niemeyer.
A fachada tem azulejos desenhados por Candido Portinari e jardim de Roberto Burle Marx.

Edifício Gustavo Capanema, no Centro, receberá o Parada Samba
Marcia Foletto
3.
Museu Nacional de Belas Artes: o museu de 1937 que concentra o maior acervo de obras de arte do século XIX do Brasil terá um painel pintado por coletivos do Rio.
A intervenção faz parte do projeto Arua Summit, que também abrange galerias e coletivos marcando presença no Centro Cultural ARUA, encontros no Museu de Arte do Rio e ações no Morro da Providência.
O autor do projeto do Museu de Belas Artes, que fica na Avenida Rio Branco 199, no Centro, foi o arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios, que se inspirou no Museu do Louvre, em Paris.
A fachada principal, na Avenida Rio Branco, é inspirada na renascença francesa, com frontões, colunatas e relevos em terracota representando as grandes civilizações da Antiguidade.
Na Semana de Arte do Rio, o museu também receberá a exposição "Mulheres abolicionistas".
Museu de Belas Artes do Rio
Ana Branco
4.
Centro Cultural Banco do Brasil.
O prédio histórico do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março 66) no Rio de Janeiro foi inaugurado em 1906, projetado pelo arquiteto Francisco Joaquim Béthencourt da Silva.
Na Semana de Arte do Rio, o CCBB recebe o Festival Internacional de Linguagens (Fil), com "A Poética dos Imaginários": espetáculos premiados, marionetes, artes digitais, música, cinema, ópera, circo e experiências imersivas.
Reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, o Fil fará sua 23ª edição com atrações do Chile, da Argentina, da Espanha e de diversos estados brasileiros.
Edifício do Centro Cultural Banco do Brasil, uma construção do início do século XX
Agência O Globo
5.
Casa Brasil.
O edifício foi inaugurado em 13 de maio de 1820, para ser a primeira Praça do Comércio da cidade do Rio.
O projeto é do arquiteto da Missão Francesa Grandjean de Montigny, a partir de uma encomenda de Dom João VI, e reúne características do estilo neoclássico, como as colunas do espaço interno e a fachada imponente, com arcos e frontões.
Em 1990, foi transformado em centro cultural pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e passou a se chamar Casa França-Brasil, em razão da parceria com o governo francês.
Em 2025, foi rebatizado de Casa Brasil, com reposicionamento para reafirmar sua vocação de centro cultural voltado para brasilidades e diversidade cultural brasileira.
A Casa Brasil, que já se chamou Casa França-Brasil
Ana Branco
6.
Museu do Amanhã.
Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o museu foi inaugurado em 2015.
Sua construção teve o apoio da Fundação Roberto Marinho.
Um píer desativado passou a abrigar uma construção pós-moderna e sustentável.
O edifício conta com espinhas solares que se movem ao longo da claraboia, projetadas para adaptar-se às mudanças das condições ambientais.
Na Semana de Arte do Rio, o Museu do Amanhã será ocupado pelo "Jardim de esculturas - a cidade entre o Jardim e a Baía".
Camila Oliveira, curadora, diz:
— Amilcar de Castro, Carlos Vergara, José Resende e a Siwaju, de alguma maneira, têm na sua escultura uma forma de olhar para a cidade e para a história dela, a partir desse recorte territorial da Baía e do Museu do Amanhã.
Museu do Amanhã, na Praça Mauá
Marcelo Theobald