O setor de serviços não financeiros no Brasil movimentou R$ 3,5 trilhões em receita operacional líquida em 2024, por meio de 1,9 milhão de empresas.
As informações contam da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, veiculada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2024, a economia de serviços empregou 15,9 milhões de pessoas, com pagamento de salários de R$ 644,2 bilhões, gerando valor adicionado bruto (riqueza) de R$ 2,1 trilhões naquele ano, detalharam os pesquisadores do instituto, no estudo.
Por mudanças metodológicas, os dados da pesquisa veiculados nesta quinta-feira (27) não podem ser comparados com edições anteriores do estudo.
Duas mudanças principais foram feitas, de acordo com Marcelo Miranda, pesquisador do IBGE.
Uma delas foi a expansão da cobertura originada da região Norte.
Antes restrita a capitais e à região metropolitana de Belém (PA), passou a abranger todos os municípios de Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá.
Além disso, houve mudança estrutural no Cadastro Básico de Seleção (CBS) da edição de 2024.
Essa é a base de dados que compõe o universo da pesquisa, e a partir da qual é selecionada a amostra de empresas que responderão à PAS.
Na formação de informações para o CBS, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - registro do governo que reúne dados sobre o mercado de trabalho – foi substituído pelo eSocial, sistema informatizado do governo que unifica envio de informações sobre os trabalhadores.
Esta mudança removeu alguns parâmetros que existiam nos dados da Rais no CBS.
“Estamos tentando melhorar a qualidade da informação [com as mudanças]”, disse Miranda.
Assim, com as mudanças, o IBGE iniciou nova série da PAS em 2024.
Ao detalhar a pesquisa, Miranda lembrou que a economia de serviços é muito heterogênea, e diversificada.
Assim, explicou, para melhor mapeamento dos resultados, os pesquisadores dividiram o setor em sete grandes segmentos, que se desdobram em 34 atividades.
Entre segmentos, "serviços profissionais, administrativos e complementares" sustentaram a receita e o emprego do setor naquele ano, quando esse grupo deteve 29,4% da receita operacional líquida total e representou 44,2% do total de pessoas ocupadas no setor.
“Esse segmento é o maior destaque na pesquisa”, reforçou Miranda.
No estudo do IBGE, essa área engloba serviços jurídicos, de contabilidade, de centrais de atendimento (como “call centers” e telemarketing, de locação de veículos, entre outros).
