SP registra mais de 700 km de congestionamento com greve da CPTM e rodízio suspenso - QTU Questões do Universo

SP registra mais de 700 km de congestionamento com greve da CPTM e rodízio suspenso

Fonte: Bandeira da fonte

A cidade de São Paulo registrou na manhã desta terça-feira, 4, 724 quilômetros de congestionamentos por conta da greve dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O site de monitoramento da CET chegou a indicar mais de 2 mil quilômetros de lentidão às 10h30.
Entretanto, o órgão informou por e-mail que a página sofreu instabilidade por conta de manutenção interna e que o dado não representava a realidade.
"O pico de lentidão da manhã desta terça-feira se deu às 8h30, com 724 km de vias lentas.
O recorde da manhã em 2026 aconteceu em 12/03, às 8h, com 1.059 km.
Historicamente, o recorde do pico da manhã é de 1.225 km registrados em 10/02/2020 (pré-pandemia)."
Por conta da paralisação, a Prefeitura da capital suspendeu o rodízio municipal de veículos.
Nesta terça, não poderiam circular no centro expandido da cidade os carros e caminhões com placas final 3 ou 4, nos horários entre 7h e 10h e entre 17h e 20h.
Com a suspensão, os carros poderão circular em toda a cidade em quaisquer horários do dia.
O governo informou que a Polícia Militar reforçou o policiamento preventivo no entorno das estações ferroviárias, terminais de transporte e demais locais de grande circulação de pessoas.
Situação das linhas, segundo a CPTM:
Linha 10-Turquesa: operação normal (não faz parte da greve) Linha 11-Coral: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Estudantes e Guaianazes.
Linha 12-Safira: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Calmon Viana e Engenheiro Goulart) Linha 13-Jade: paralisada
Planos de contingência
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou, em nota, que lamenta a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil de manter a paralisação e que, para minimizar os impactos, as concessionárias responsáveis pelas linhas concedidas implementam planos de contingência desde o início das operações desta terça-feira.
Segundo o Metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô e a linha 15-Prata do monotrilho amanheceram com Operação Especial para minimizar os impactos da greve dos ferroviários nas linhas 11, 12 e 13.
O horário de abertura das estações foi antecipado para às 4h.
A Linha 3-Vermelha, que atende a zona leste da capital e faz integração com as linhas afetadas da CPTM, conta com composições adicionais em circulação.
Também são realizadas manobras intermediárias em estações estratégicas para aumentar a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros.
Já as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda estão com reforço das equipes operacionais e de atendimento e adequação da oferta de trens.
A TIC Trens, responsável pela linha 7-Rubi, reforçou o atendimento na estação Palmeiras-Barra Funda e opera com frota máxima nos horários de pico.
Por volta das 6h, já era grande a movimentação de passageiros na estação Corinthians-Itaquera, com filas nas catracas para o acesso ao Metrô.
Decisão da greve
A CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos.
Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
A linha 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda com a Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo;
A linha 12-Safira conecta a região central da capital, no Brás, com a região leste da cidade e municípios como Itaquaquecetuba e Poá, na Grande SP;
A Linha 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Na segunda-feira, 3, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil chegaram a ser chamados para uma reunião com membros do governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes.
As conversas, no entanto, não foram suficientes para demover os trabalhadores de paralisar as atividades.
Os funcionários reivindicam a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, além da garantia de que os trabalhadores não serão demitidos após os ramais passarem a ser de responsabilidade da concessionária TriviaTrens.
Desde o último dia 24, as três linhas voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
A companhia ficará à frente do serviço por 90 dias.
A decisão foi tomada após falhas nas operações na mesma semana em que a TriviaTrens assumiu o serviço.
Em uma das ocorrências, no dia 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, gerando transtornos entre os passageiros e no transporte público da capital.
Impacto no comércio
A Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) emitiu nota sobre os impactos da greve para o comércio da região do Brás.
"A recorrência desses episódios sejam de falhas operacionais ou greve estão afetando diretamente o comércio da região do Brás.
Já que 70% da mão de obra vem da zona Leste de São Paulo ou Região Metropolitana".
A nota assinada pelo vice-presidente da Alobrás, Lauro Pimenta, diz ainda que a paralisação afeta o faturamento do comércio.
"O funcionamento das lojas e o faturamento delas, assim como em julho, já começam a ser prejudicados em agosto - ainda mais em semana de vendas para o Dia dos Pais.
É uma época em que recebemos excursões do Brasil inteiro.
E, mais uma vez, não temos quadro de funcionários suficientes para atender a operação, afetando o atendimento e imagem de nosso comércio popular".