A ÉSSI Consultoria, empresa especializada em gestão de pessoas, desenvolvimento de lideranças e estratégias de diversidade e inclusão para o ambiente corporativo, com sede em São Paulo, está expandindo suas operações.
Com uma carteira de clientes atualmente mais voltada para o Sul e Sudeste, a consultoria chega ao Nordeste sob o comando da executiva Juliana Martorelli, sócia da empresa na região.
Para Juliana, ao chegar ao Nordeste, a Éssi entra em um território onde a executiva atua há 17 anos, com larga experiência em, por exemplo, desenvolvimento social e gestão de diversidade e inclusão.
“Inclusão sempre fez parte do meu negócio, do meu dia a dia de trabalho.
Não a inclusão por inclusão, mas com propósito, com transformação para que as pessoas, de fato, essa população que a gente chama de minorizada, possa ter um papel de protagonista dentro do negócio”, esclareceu.
Para ela, essa experiência traz um modelo que já estava pronto, mas que pode ser executado, adaptando-o e pensando nas especificidades do Nordeste, nos tipos de empresa que se tem aqui.
“Com um respeito muito grande ao legado que já foi construído, mas trazendo algo que pode de fato transformar as empresas pensando na sua sustentabilidade.
É um desafio muito bacana”, acrescentou Juliana.
Já Gisele Müller diz que traz toda a história que construiu como sócia-fundadora da consultoria: os produtos, a autoridade, os clientes com os quais testou e criou muita coisa.
“E agora com um cuidado muito grande de entender o território, trazer as pessoas.
E a Juliana tem toda essa habilidade, além de uma experiência incrível”, justificou.
Ainda segundo a executiva, a chegada ao Nordeste está sendo realizada com muito cuidado.
A ideia, disse ela, é não trazer tudo pronto, mas as possibilidades de criar junto com os clientes, incluindo as de “construir coisas em conjunto”.
Juliana Martorelli traz um dado relevante quanto ao perfil das empresas da região.
“Quando você olha para o Nordeste, vai ver as pesquisas e faz um recorte pensando na liderança, 93% das empresas para 2026 e 2027 escolheram trabalhar esse perfil de liderança que precisa atender a sustentabilidade do negócio”, disse.
Atuaçao estruturada
Com quase sete anos de atividades, a ÉSSI tem a atuação estruturada em três frentes: desenvolvimento de lideranças, cultura inclusiva e estratégia de pessoas.
No que diz respeito ao desenvolvimento de lideranças, foca no desenvolvimento com diferentes níveis que vão desde a pessoa que acabou de assumir a liderança até o executivo sênior, que enfrenta desafios diferentes.
“Para cada nível de liderança, temos um tipo de solução: jornadas, desenvolvimento individual, mentoria, coaching.
A gente tem um rol de possibilidades que desenha a partir do que aquela pessoa ou do que aquela empresa precisa”, detalhou.
Quanto à cultura inclusiva, a consultoria possui uma metodologia própria, “Os quatro Cs da cultura inclusiva”.
O primeiro C é o de conhecer, que engloba todo o diagnóstico (senso de diversidade e inclusão, pesquisa de percepção de inclusão, a parte de grupos focais etc.).
“A gente aprofunda bastante para entender de onde aquela empresa está partindo, porque a gente acredita que não tem uma solução única para o que as pessoas precisam fazer”
O segundo C é o de conscientizar.
“O preconceito mora na falta da informação.
Então, a gente oferece aqui toda a parte de letramento, sensibilização, jornadas para as pessoas conhecerem em profundidade, elas saírem daquele lugar do senso comum e ter mais informação para poder rever os próprios conceitos”, revelou.
O terceiro C é de cocriar.
A Éssi, com base no diagnóstico, ajuda o cliente a entender o que faz sentido dentro da estratégia da empresa, se a consultoria vai rever políticas, governança, criar um comitê, fazer uma jornada, acelerar carreiras.
“Aqui é quando a gente decide qual é o pacote que faz sentido para a empresa”, disse Gisele.
O último C é de coordenar, quando se decide como se dá continuidade ao processo no longo prazo e como se acompanha os indicadores.
“A gente entende que diversidade não é uma única ação que se vai lá, faz e vai embora.
Precisa fazer parte de uma cultura.
Por isso que é muito mais robusto nesse sentido", lembrou.
A carteira de clientes da Éssi Consultoria inclui a construtora EGTC, braço da Queiroz Galvão, com atendimento no Rio de Janeiro e em São Paulo; a Tamoios, do mesmo grupo, que é uma concessionária de rodovias; o Santos Futebol Clube, com o qual a Éssi realiza um trabalho de desenvolvimento de diversidade e inclusão.
A Magalu já foi cliente da consultoria na área de desenvolvimento de liderança e também a Viveo, conglomerado de empresas de saúde para o qual realizou todo o planejamento sucessório e a avaliação de potencial de 170 lideranças.
Entre os clientes atendidos em parceria, estão a Assaí Atacadista e a Heineken, ambas com trabalho focado em jornadas de liderança feminina; e a Fiotec, administradora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que cuida de toda a parte ligada à área de saúde da entidade.
A escolha do nome para a consultoria vem da sonoridade e da própria função gramatical da letra o "S" (éssi) no final das palavras, que as torna plurais.
Essa escolha, segundo Gisele, reflete diretamente a filosofia de trabalho deles, que é atuar na transição do singular para o plural.
Para a empresa, embora o desenvolvimento e a transformação social sejam atos essencialmente coletivos, eles partem necessariamente de um processo individual. Assim, o propósito da consultoria se realiza, segundo a executiva, ao transformar uma pessoa e uma empresa de cada vez, gerando um movimento que se torna coletivo e que, no fim, impacta e transforma a sociedade.
