Suspeita de barriga de aluguel: autoridades espanholas monitoram 12 brasileiras que deram à luz em hospital público - QTU Questões do Universo

Suspeita de barriga de aluguel: autoridades espanholas monitoram 12 brasileiras que deram à luz em hospital público

Fonte: Bandeira da fonte

O Conselho Provincial de Burgos acompanha, desde junho, 12 brasileiras vindas da França e da Bélgica que deram a luz no Hospital Universitário de Burgos (HUBU), na Espanha, por se tratar de situações "incomuns", segundo o Jornal Diário de Burgos.
As mães ainda estão nos arredores da cidade, e residem nas cidades de Medina de Pomar e Villarcayo.
O caso começou a chamar atenção após a unidade de saúde registrar cerca de 30 partos, realizados desde maio, com o mesmo padrão: brasileiras grávidas indo ao hospital para a última consulta pré-natal ou para o parto.
A Polícia Nacional da Espanha investiga a existência de uma rede de barriga de aluguel.
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Em junho, o departamento de ação social entrou em contato com uma das mulheres pela primeira vez, após ela contatar o Conselho Provincial para solicitar apoio à gravidez.
Na visita dos assistentes sociais, foi constatado que outras duas mulheres moravam com ela, uma grávida e a outra com um recém-nascido.
Em julho, o Conselho constatou "uma situação semelhante em outra casa em Medina de Pomar, onde viviam várias mulheres com bebês e outra em estágio avançado de gravidez".

Nas visitas dos profissionais dos Serviços Sociais Provinciais, foi constatado que as condições de vida e os cuidados prestados às crianças eram adequados.
O acompanhamento objetiva a proteção e o bem-estar dos recém-nascidos e a assistência prestada inclui "o fornecimento de alimentos, produtos de higiene infantil e apoio social para as famílias", segundo o Diário de Burgos.

O GLOBO divulgou, na última semana, que parte dessas mulheres chegou ao hospital acompanhada do mesmo homem, que assumia ser o pai das crianças.
A rede de televisão Antena 3 informou que várias delas forneceram o mesmo endereço e o mesmo acompanhante ao hospital, o que chamou a atenção da equipe médica.
Além da suspeita de barriga de aluguel, a Polícia também trabalha com a hipótese de que as mulheres tenham se dirigido à unidade de saúde pública para escapar do custo elevado para a realização dos partos na Bélgica.
As autoridades locais não confirmam a ocorrência de um crime, segundo o jornal El Diário.
Na última semana, os procuradores belgas sugeriram que os casos detectados em Burgos poderiam fazer parte de um esquema de imigração ilegal para obter residência permanente na União Europeia através do nascimento de uma criança em Espanha, segundo o Conselho Provincial.
Parlamentares cobram medidas
O Grupo Parlamentar Socialista (PSOE) apresentou uma série de perguntas ao governo regional diante da "gravidade" do caso, que, segundo o partido, pode estar relacionado a "possíveis casos de exploração reprodutiva", de acordo com a Antena 3.
Os socialistas cobraram explicações sobre as medidas adotadas para combater essa forma de exploração contra mulheres, e criticaram o que classificaram como silêncio do governo regional diante dos fatos.
O partido também exige que o Ministério da Saúde informe, por meio do parlamento, quais verificações são feitas antes da alta hospitalar das pacientes para garantir a segurança de mães e recém-nascidos, e se os serviços de assistência social foram acionados para avaliar a situação.