Tarcísio pede que decisão de Toffoli contra Renan Santos seja revista e diz que ele ‘merece ter espaço e fazer campanha’ - QTU Questões do Universo

Tarcísio pede que decisão de Toffoli contra Renan Santos seja revista e diz que ele ‘merece ter espaço e fazer campanha’

Fonte: Bandeira da fonte

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prestou solidariedade ao candidato à presidência da República Renan Santos (Missão), que teve as redes sociais suspensas e foi proibido de realizar atos de campanha pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Tarcísio, independentemente do representante do Missão fazer ou não críticas a Flávio Bolsonaro (PL), seu aliado político que também concorre ao Planalto, ele "merece ter espaço e fazer campanha".

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— Quero manifestar minha solidariedade ao Renan Santos.
Não faz sentido a gente colocar as coisas em pratos desiguais.
Que essa decisão possa ser revista no plenário e revista rapidamente para não prejudicar o candidato — falou durante coletiva de imprensa após visitar as obras de um hospital na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

Para Tarcísio, que tenta a reeleição ao governo paulista, a liberação para Renan retomar os atos de campanha é uma "questão de justiça".

— Ele pode ser crítico sim, mas merece falar, merece ter espaço, merece fazer a sua campanha então, o que é justo? É que ele possa fazer a sua campanha.
Uma coisa que a gente tem que observar é se outros candidatos que passaram exatamente pelo mesmo problema estão tendo o mesmo tratamento.
É uma questão de democracia, de dar paridade de armas para ele poder realmente se manifestar, ainda de que forma crítica.
O fato de ser crítico não significa que ele não possa se manifestar e que ele não tem o direito de fazer a campanha — acrescentou.

A detede Toffoli, que ainda não passou por deliberação colegiada no plenário do TSE, impede Renan de participar de debates em rádio, televisão e outros meios de comunicação, suspende o acesso da chapa majoritária a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proíbe propaganda eleitoral por meio de perfis e endereços eletrônicos que não tenham sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo.

A liminar foi proferida após o ministro apontar que a campanha de Renan havia informado à Justiça Eleitoral perfis usados para propaganda somente depois do registro da candidatura.
Ao apresentar o pedido de registro, a chapa havia informado dois canais.
Doze dias depois, comunicou outros 16 perfis.
Segundo Toffoli, uma das contas informadas posteriormente tinha 2,4 milhões de seguidores e já vinha sendo utilizada para propaganda eleitoral.
Para o ministro, a comunicação tardia não poderia ser tratada como uma simples falha documental porque os perfis permaneceram sujeitos aos mecanismos de recomendação das plataformas enquanto não haviam sido informados à Justiça Eleitoral.
Nesta segunda-feira, horas após a decisão de Toffoli, Flávio saiu em defesa de Renan e acusou censura na decisão, associando o caso com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usasse as redes sociais.
“Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura.
O Presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!”, escreveu Flávio em suas redes sociais, acompanhado por uma imagem de um boneco de Jair Bolsonaro com a boca coberta por um papel com a inscrição “falem por mim”.