Terceiro suspeito de espancar ciclista em Copacabana se entrega à polícia; um homem segue foragido - QTU Questões do Universo

Terceiro suspeito de espancar ciclista em Copacabana se entrega à polícia; um homem segue foragido

Fonte: Bandeira da fonte

Um dos entregadores suspeitos de envolvimento na morte do ciclista espancado ao ser confundido com um ladrão, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, se entregou à polícia nesta sexta-feira (21).
Felipe Eduardo dos Santos Silva é um dos dois homens que aparecem em um vídeo vestindo roupas de entregador na cena do crime.
Ele teve a prisão decretada após ser identificado.
Dois seguranças também suspeitos de participação no espancamento da vítima, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, já haviam sido presos nesta quinta-feira (20) e foram transferidos para o Presídio de Benfica, na Zona Norte, na manhã desta sexta.

Além dos três presos, a Polícia Civil ainda procura Ailton José da Silva, o outro homem que aparece com roupa de entregador.
O quarteto vai responder por crime de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, cruel e sem chances de defesa da vítima.
Entenda o caso
Tudo aconteceu na noite de 11 de agosto.
Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, tinha saído para passear com a bicicleta da irmã quando pessoas que suspeitaram dele chamaram os seguranças da rua.
Um deles perguntou o que Cláudio queria com a bicicleta e, como ficou sem resposta, um vigia deu uma paulada no braço do ciclista.
Cláudio, então, foi até outra rua próxima, onde se sentou na escadaria de um prédio.
Nesse momento, Felipe e Ailton, que estavam com mochilas de entregadores, chegam de bicicleta e o abordam.
Na sequência, o vigilante David Santos aparece com uma vareta e as agressões começam.
Cláudio Rafael Landeiro, vítima de linchamento na Zona Sul do Rio
Reprodução
Cláudio tenta escapar, mas é segurado.
Depois de vários socos e chutes, a vítima cai no chão desacordada.
Antes de irem embora, os agressores vasculham os bolsos do ciclista e o segurança também tira uma foto da cena.
De acordo com o delegado Angelo Lages, responsável pelo caso, a dupla de seguranças, contratada por comerciantes locais da rua, fazia serviço clandestino.
Lages também comentou, em entrevista ao CBN Rio, que a brutalidade das agressões chocou os investigadores.

As investigações indicaram que um dos seguranças, o Jorge Luiz, não participou diretamente das agressões, mas teria ficado com a bicicleta da vítima durante as agressões.