O Paysandu chega à última rodada da primeira fase da Série C dependendo apenas de um empate para garantir a classificação, mas o discurso no elenco é de buscar a vitória contra o Maringá, neste sábado (29), no Mangueirão.
Em ascensão no grupo comandado por Júnior Rocha, Thiago Índio vive um momento que, segundo ele, não estava nos planos no início da temporada.
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“Para falar a verdade, eu não esperava.
No começo do ano eu não visualizava isso, mas já queria jogar algo diferente, uma Série D, uma Copa do Brasil, experimentar essas coisas que nunca tinham acontecido na minha carreira”, contou.
O volante destacou a importância das oportunidades recebidas no Paysandu e a confiança do treinador.
“Eu acredito que treino firme para isso, para entrar num jogo e poder contribuir com o time, ajudar meus companheiros e esse elenco maravilhoso.
O Júnior Rocha tem trabalhado muito nessa questão de dar oportunidade para a gente.
É uma honra vestir essa camisa do Papão.”
Força da torcida
A expectativa de jogar diante de um Mangueirão lotado também anima o jogador.
Thiago já enfrentou o Paysandu anteriormente e conhece a força das arquibancadas.
“Os nossos torcedores são o nosso 13º jogador.
Eles contribuem muito, dão muita força para a gente.
Toda vez que jogamos em casa, a gente se sente muito seguro", destaca.
A possibilidade de atuar diante de até 40 mil pessoas, segundo ele, provoca uma sensação diferente.
“É um calor de jogar com 30, 40 mil torcedores.
É uma coisa surreal.
Dá uma emoção, dá um frio na barriga diferente.”
Apesar da vantagem do empate, Thiago garante que o resultado não está nos planos.
“A gente realmente busca a vitória porque quer ir para cima da tabela.
A melhor maneira de respeitar o adversário é se entregar ao máximo e imaginar a vitória.”
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O jogador também reconheceu o peso da vitória sobre o Ituano.
“Se a gente não tivesse vencido o Ituano, hoje estaria numa situação complicada, estaria fora da zona de classificação.
Essa vitória deu um salto bem maior.”
Após a goleada por 4 a 0 para a Ferroviária, Thiago afirmou que o elenco sentiu o golpe, mas reagiu rapidamente.
“A gente não tem tempo para ficar três dias mal.
Acaba o jogo, todo mundo fica meio baqueado, mas no outro dia já está trabalhando.”
Para ele, a união do grupo é um dos trunfos do Papão na reta decisiva.
“Eu nunca peguei um grupo tão bom.
Grupo unido, grupo humilde.
Nunca vi desavença, coisinha boba, intriga.
Esse grupo realmente é diferente.”
