O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo decidiu, por unanimidade, manter o empresário e influenciador Pablo Marçal inelegível até 2032.
O julgamento terminou nesta quarta-feira, com sete votos contra Marçal.
Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
O empresário recorreu da decisão tomada pelo próprio TRE em dezembro de 2025, quando foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024.
Na ocasião, a Justiça Eleitoral afastou as acusações de abuso de poder econômico e de gastos ilícitos de campanha, mas reconheceu o uso indevido dos meios de comunicação.
Além da inelegibilidade por oito anos, Marçal foi condenado ao pagamento de uma multa de R$ 420 mil.
O candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024 foi condenado por promover campeonatos de cortes de vídeos nas redes sociais, em que oferecia premiações a usuários em troca da viralização dos conteúdos na internet.
A decisão desta quarta-feira coloca em dúvida a possibilidade de Marçal disputar o Senado nas próximas eleições.
Em pesquisa Genial/Quaest divulgada no último dia 29, o empresário aparece em terceiro lugar na corrida por uma vaga no Senado por São Paulo, com 9% das intenções de voto.
Marçal disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PRTB e terminou em terceiro lugar, com 28% dos votos – apenas 56 mil atrás de Guilherme Boulos, do PSOL, que acabou derrotado no segundo turno pelo prefeito Ricardo Nunes, do MDB.
Em outra decisão da Justiça, o Tribunal marcou para o dia 30 de setembro a primeira audiência de instrução e julgamento da ação em que Marçal é réu por colocar em risco a vida de 32 pessoas durante uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete, no Vale do Paraíba.
A escalada ocorreu em janeiro de 2022, em um período considerado crítico para a subida ao Pico por causa de condições climáticas adversas.
A alegação do influenciador era de que as pessoas precisavam encarar a escalada para "vencer na vida".
Durante a madrugada, um dos participantes acionou o resgate.
E o Corpo de Bombeiros localizou os dois grupos na manhã seguinte.
Conforme o Ministério Público, os participantes estavam sem guias, com roupas inadequadas para a travessia, molhados e em situação de risco.
