O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na noite de sábado (1º) o cancelamento de ataques contra o Irã, segundo ele, a pedido da própria república islâmica e de outros países vizinhos no Oriente Médio.
Trump sinalizou que a suspensão da ofensiva americana era resultado de EUA, Israel e Irã terem concordado com os "parâmetros de um acordo", mas não detalhou se tratava-se de um cessar-fogo ou de um plano mais robusto de paz para a região.
Em uma postagem em sua rede social, a Truth Social, o americano esclareceu quais são as exigências de seu governo: abertura completa e imediata do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos mundiais para o comércio de petróleo, e o "fim da ameaça nuclear iraniana" – apesar de o status atual do programa nuclear do país ser desconhecido.
A condição para a paralisação das hostilidades seria a finalização rápida do acordo, segundo Trump.
Apesar de falar em paz, o presidente americano garantiu que os EUA estão prontos para atacar o Irã "em níveis de terror militar, força e poder que não são vistos desde a Segunda Guerra Mundial".
A afirmação vem após Trump prometer na sexta (31), do retiro presidencial em Camp David, que atacaria o Irã "com força".
As ameaças motivaram embaixadas dos EUA no Oriente Médio a emitirem alertas de segurança aos seus cidadãos na região.
Apesar disso, não foram registradas atividades extraordinárias em bases-chave americanas, como a de Gloucester, no Reino Unido, segundo apurou a rede Al Jazeera.
Até o momento, o governo iraniano não confirmou a negociação com os EUA para um cessar-fogo ou a reabertura de Ormuz.
Na sexta, a Guarda Revolucionária Islâmica confirmou que havia atacado dois petroleiros sob a proteção americana que violavam regras e alertas das autoridades iranianas para o trânsito no estreito.
Trump anuncia cancelamento de ataques contra Irã, mas só se houver "conclusão rápida de acordo"
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