Trump critica lucros de petroleiras com a guerra que ele próprio iniciou e pede corte no preço da gasolina para americanos - QTU Questões do Universo

Trump critica lucros de petroleiras com a guerra que ele próprio iniciou e pede corte no preço da gasolina para americanos

Fonte: Bandeira da fonte

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou hoje a ExxonMobil e a Chevron, duas das maiores petroleiras americanas, pela disparada de seus lucros a reboque da alta dos preços do petróleo em meio à guerra no Irã que ele mesmo iniciou em fevereiro, ao lado de Israel.
Trump afirmou nesta segunda-feira que as maiores petroleiras dos EUA estão “ganhando dinheiro demais” e pediu que elas “devolvam parte disso à população” e reduzam os preços da gasolina nos postos.
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— Não gosto disso.
Eu deveria ser a última pessoa a dizer isso, porque sou um grande defensor da livre iniciativa, ninguém mais do que eu — disse o presidente a jornalistas na Casa Branca.
— Estão surpresos por eu dizer isso? Vou dizer em alto e bom som.
Não estou satisfeito.
Exxon Mobil entra no alvo de Trump
Bloomberg
ExxonMobil e Chevron tiveram lucro conjunto de US$ 29 bilhões (R$ 147 bilhões) no segundo trimestre — ou US$ 318 milhões (R$ 1,6 bilhão) por dia —, mais de três vezes o registrado no mesmo período do ano passado.

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Os preços elevados do petróleo, em razão da crise no Estreito de Ormuz, foram o principal fator por trás dos resultados, mas os ganhos também dispararam nas refinarias das empresas, que vendem gasolina, diesel e combustível de aviação.

Um posto de gasolina da Chevron em San Francisco, Califórnia: CEO da empresa irritou Trump
Jason Henry/Bloomberg
Nos EUA, os preços dos combustíveis seguem os do petróleo sem intervenção ou subsídios do governo, diferentemente do Brasil.
O aumento do custo da gasolina ao consumidor pressiona a inflação nos EUA e mexe com a popularidade de Trump a poucos meses da eleição legislativa.

Executivos na mira
As ações da Chevron caíam cerca de 2% na tarde desta segunda-feira, acompanhando a queda do petróleo.
Os papéis da ExxonMobil recuavam 0,6%.
Mais cedo, o presidente atacou o diretor-presidente da Chevron, Mike Wirth, afirmando que ele não atribuiu o devido mérito às políticas de seu governo favoráveis aos combustíveis fósseis durante uma entrevista à Fox Business Network.

Wirth afirmou à Fox que o desempenho da companhia no segundo trimestre decorreu, em parte, da produção recorde nos Estados Unidos e do volume processado pelas refinarias.
"A única coisa que ele convenientemente se esqueceu de mencionar é que, sem a visão genial, a força e a estabilidade do governo TRUMP, a indústria do petróleo e o próprio país estariam MORTOS!", escreveu o presidente na rede Truth Social.
Mike Wirth, CEO da Chevron
Bloomberg
Wirth, no entanto, afirmou durante a entrevista que o governo Trump havia sido “muito útil” para ajudar a ampliar a oferta de petróleo.
— As medidas adotadas estão corretas — disse.
Aumento de 30% na bomba
Os americanos, que já enfrentam os altos custos de moradia, alimentos e bens de consumo, agora pagam, em média, mais de US$ 4 por galão de gasolina comum, cerca de 30% acima do preço registrado quando Trump tomou posse.

Os eleitores vêm dando avaliações cada vez mais negativas à condução da economia e da guerra pelo presidente, colocando em risco as chances de seus correligionários republicanos nas eleições legislativas de novembro.

Trump tem sido alvo de intensas críticas políticas pelas consequências econômicas da guerra.
Nas últimas semanas, passou a apontar as grandes petroleiras como responsáveis pelos preços elevados dos combustíveis.

Em junho, determinou que o Departamento de Justiça investigasse por que os preços da gasolina não haviam caído, sugerindo que as empresas poderiam estar cobrando valores abusivos.
As duas companhias e representantes do setor têm negado reiteradamente as acusações de preços abusivos, argumentando que representam uma parcela pequena demais do mercado para influenciar as cotações.
Ao responsabilizar as grandes petroleiras, Trump segue a estratégia de seu antecessor, Joe Biden.
O presidente democrata criticou repetidamente as empresas pela disparada dos preços da gasolina após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, chegando a afirmar, em junho daquele ano, que a ExxonMobil havia “ganhado mais dinheiro do que Deus”.