O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que a campanha da Casa Branca para desmontar o Tribunal Penal Internacional tem por objetivo defender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e outros líderes de acusações movidas no âmbito da instituição internacional, não a si próprio.
O comentário de Trump foi feito após o secretário de Estado, Marco Rubio, ter dito, em reunião de gabinete em Camp David, que cinco países anunciaram planos para reverter a adesão ao Tribunal Penal Internacional desde que a Casa Branca lançou uma campanha, no início do mês, contra ao que seria uma ameaça institucional à soberania dos EUA.
“Não há informações de que eles estejam atrás de mim”, disse Trump.
“Pode acontecer, mas vocês sabem, ele (Rubio) não está tentando me defender.
Ele está tentando defender Bibi (Benjamin Netanyahu) e vários outros”, disse o presidente americano, referindo-se ao premiê israelense pelo apelido.
“Há muitas pessoas que não precisam ser vistas dessa forma.
E não há indicação de que eu seja uma dessas pessoas no momento”, reiterou Trump.
Rubio avalia que o Tribunal Penal Internacional é a maior ameaça para os componentes das forças armadas dos EUA, que podem enfrentar processos criminais anos após terem servido ao país em guerras.
A corte penal internacional, estabelecida em 2002, jamais teve a adesão dos EUA.
O tribunal processa e julga crimes que afetam a comunidade internacional, como os de guerra, genocídio e contra a humanidade.
Contudo, a jurisdição da corte se aplica apenas se um país-membro não tiver capacidade ou intenção de processar tais crimes.
