Trump evita responder se pediu intervenção de Bessent nos juros, mas diz que conversou com ele sobre o tema - QTU Questões do Universo

Trump evita responder se pediu intervenção de Bessent nos juros, mas diz que conversou com ele sobre o tema

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Ao ser questionado, nesta sexta-feira (21), sobre se havia pedido diretamente para o secretário do Tesouro, Scott Bessent, intervir no mercado de juros, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Bessent "é um homem muito capaz".
"Ele quis fazer isso.
Ele é muito bom nisso", afirmou.

Nesta semana, Trump voltou a reclamar publicamente dos juros altos nos EUA e, no mesmo dia, Bessent anunciou que aumentaria as recompras de títulos longos.
O Tesouro americano alegou que essa era uma forma de oferecer "maior suporte à liquidez", mas agentes financeiros desconfiam que Bessent quer agradar o chefe e trazer os juros para baixo, o que afetou, na visão do mercado, a credibilidade da instituição.

Perguntado se ele havia conversado com Bessent após o anúncio e se eles tinham conversado sobre outros tipos de intervenção, Trump respondeu que falou com ele sobre "muitos tipos de intervenção".
"Esse é um", afirmou, emendando em outro assunto ao dizer que "a intervenção definitiva é a das nossas Forças Armadas".
Conflito com o Irã

Trump negou que direcionar o confronto no Oriente Médio para um estrangulamento econômico do Irã signifique que as opções militares para os americanos na região estão limitadas.

"Isso significa apenas que estamos observando o desenrolar da situação.
Eles não têm dinheiro, não têm Marinha, não têm Força Aérea, não estão pagando seus soldados, não estão pagando seus policiais.
Têm uma inflação de 350%.
Então, vamos apenas ver o que acontece", disse, acrescentando que os EUA têm controle total da fronteira.

"Se você olhar para o bloqueio, temos controle total de toda aquela região relacionada ao Estreito de Ormuz, e isso inclui, em grande parte, a área terrestre.
Eles adorariam fazer um acordo, mas, na minha opinião, não estão prontos para fazer o acordo certo", afirmou.

Disputa na Carolina do Sul
O mandatário dos EUA desembarcou hoje em Myrtle Beach para apoiar a candidata republicana ao Senado pela Carolina do Sul Darline Graham.
Ela entrou na disputa das primárias do partido após a morte, em julho, de seu irmão, o ex-senador Lindsey Graham, que mantinha fortes laços com Trump.

Darline disputará um segundo turno das primárias republicanas no Estado contra Ralph Norman, já que nenhum dos candidatos obteve a maioria dos votos na votação anterior.

Trump disse que está preparado para gastar "muito" dinheiro da conta de campanha da MAGA Inc.
para apoiar candidatos republicanos neste ciclo das eleições de meio de mandato ao Congresso americano, que ocorrem em novembro.

"Eu arrecadei muito, e ninguém sabe o valor exato, mas posso dizer que gira em torno de US$ 850 milhões", afirmou.
"Vou gastar grande parte desse dinheiro e também do meu próprio.
Vou gastar boa parte desse dinheiro com candidatos que considero bons — candidatos republicanos que considero bons.
Quando se soma esses US$ 850 milhões a todos os outros recursos que arrecadamos, estamos em uma situação muito boa", acrescentou.

Viajando com Natalie
Trump viajou para a Carolina do Sul com Walt Nauta, diretor de operações do Salão Oval, e as assessoras Margo Martin e Natalie Harp.
Está última é companhia fiel de Trump, mas só ganhou os holofotes nos últimos dias após o senador democrata da Georgia Jon Ossoff viralizar nas redes sociais ao afirmar que Trump não quer trabalhar e que só "quer construir seu salão de festas e viajar com Natalie".

Ossoff se referia à ocasião em que Natalie acompanhou o presidente, junto com um grupo muito restrito de pessoas, quando ele embarcou secretamente em uma aeronave menor para deixar a Turquia devido a uma ameaça do Irã, em julho.

Também no embarque a Myrtle Beach, Trump aproveitou para afirmar que "não há nenhum dinheiro de pagadores de impostos" nos US$ 400 milhões previstos no projeto do salão de festas na Casa Branca.

Hoje, a Suprema Corte dos EUA permitiu que Trump continue, ao menos por enquanto, as obras, suspendendo uma ordem judicial que paralisaria grande parte da construção.

Adeus de Karoline
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, também está na comitiva à Carolina do Sul e disse aos jornalistas que aquela seria sua última viagem no Air Force One no cargo, esclarecendo que ainda acompanhará o presidente na convenção republicana de meio de mandato em Dallas, no Texas, em setembro.

"Vamos sentir saudades de Karoline", afirmou Trump.
Questionado sobre o nome de Scott Jennings, comentarista da CNN, para o cargo, Trump disse apenas que ele "é bom".

Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante entrevista coletiva em Washington
Jonathan Ernst/Reuters