O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou em uma rede social que autorizou a elaboração de documentos legais para que agricultores e pecuaristas do país tenham o direito de processar seus próprios alimentos.
“Pecuaristas e agricultores sempre foram minha prioridade número um.
Eles trabalham muito, são inteligentes, eficientes e impecavelmente limpos, mas há anos venho ouvindo que enfrentam um problema enorme com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio desonesto”, afirmou Trump na rede social.
“Existem, essencialmente, quatro deles — um número que não promove a concorrência —, e eles tornam a vida insuportável para nossos maravilhosos agricultores e pecuaristas, e eu não posso deixar isso acontecer, não é mesmo?”, continuou o presidente americano.
Trump disse ainda que a medida busca “quebrar esse poderoso monopólio, cuja propriedade está, em grande parte, sediada fora dos EUA”.
A JBS e a MBRF, controladora da National Beef, estão entre as empresas controladas por não americanos com operação nos Estados Unidos.
O anúncio ocorre pouco depois de o governo americano ter sido cobrado pelo setor agropecuário local por autorizar a importação temporária de carne destinada à produção de carne moída.
A American Farm Bureau Federation (AFBF), uma das principais entidades de representação dos produtores rurais dos Estados Unidos, criticou a decisão de Trump de ampliar em 300 mil toneladas as importações de carne bovina do país durante 90 dias.
A medida foi oficializada na última quarta-feira (26/8) pelo governo dos EUA.
A entidade classificou a medida como "um golpe contra a agricultura do país".
O presidente da AFBF, Zippy Duvall, disse que a importação ameaça a recuperação do setor pecuário americano e pode pressionar a renda dos produtores justamente em um momento de queda do mercado.
