Um jovem de 18 anos, que não teve a identidade divulgada, foi preso preventivamente nesta terça-feira (4/8), em Tucuruí, no sudeste do Pará, durante a operação “Lívia”, que apura a prática de extremismo violento.
Ele é apontado pelas autoridades como um dos administradores de um grupo suspeito no qual adolescentes vulneráveis eram aliciadas, coagidas e incentivadas à prática de automutilação, violência extrema e outras condutas de grave risco.
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Segundo a Polícia Civil do Pará (PCPA), que prestou apoio operacional ao trabalho, foram cumpridos cinco mandados de internação de adolescentes envolvidos no mesmo caso. Além do Pará, a ação aconteceu de forma simultânea no Ceará, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.
As autoridades informaram que as apurações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) iniciaram após tomarem conhecimento do ambiente virtual em que o suspeito e os outros adolescentes estariam ligados.
Em um dos episódios envolvendo o grupo, uma adolescente de 13 anos, que morava no Mato Grosso do Sul, tirou a própria vida, e tudo foi transmitido ao vivo em uma plataforma de comunidades digitais.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia especializada para preservação e análise das provas digitais, para o completo esclarecimento dos fatos e à responsabilização criminal de todos os envolvidos.
O jovem preso em Tucuruí segue à disposição da Justiça.
Saiba como buscar ajuda
Para quem precisa de apoio emocional, além de acionar a rede de apoio, o acolhimento inicial pode ser feito por meio do número 188, o número do Centro de Valorização da Vida (CVV), que é válido em todo território nacional e é gratuito.
O site Mapa da Saúde Mental pode ser utilizado para encontrar um serviço mais próximo, trazendo informações sobre acolhimentos gratuitos ou de baixo custo.
Do mesmo modo, o Sistema Único de Saúde (SUS) promove a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que fazem o acolhimento para quem precisar, sem necessidade de agendamento.
Os serviços de atenção básica, conhecidos como postinhos de saúde, também podem realizar consultas com enfermeiras, promovendo um acolhimento inicial no momento de sofrimento.
