Uber corta 3.300 postos e anuncia que vagas 100% remotas passarão a representar cerca de 1% do quadro - QTU Questões do Universo

Uber corta 3.300 postos e anuncia que vagas 100% remotas passarão a representar cerca de 1% do quadro

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A Uber anunciou nesta quarta-feira, 2 de setembro, o corte de cerca de 3.300 postos de trabalho, o equivalente a aproximadamente 10% de seu quadro global.
Segundo a Reuters, reestruturação tem como objetivo reduzir camadas de gestão, consolidar equipes e diminuir custos.
Ao fim do ano passado, a companhia tinha cerca de 34 mil funcionários em todo o mundo, segundo seu relatório anual.
A nova rodada será a maior desde maio de 2020, quando a Uber eliminou aproximadamente 6.700 vagas, quase um quarto de sua força de trabalho na época, diante da queda na demanda provocada pela pandemia.
Um dos principais focos da mudança é a estrutura gerencial.
Segundo a empresa, o número de funcionários posicionados sete ou mais níveis hierárquicos abaixo do CEO foi reduzido em 20%.
A Uber também cortou quase pela metade a quantidade de “microequipes”, definidas como times com apenas um ou dois subordinados diretos.
O CEO Dara Khosrowshahi afirmou que a complexidade organizacional vinha desacelerando a tomada de decisões e criando funções excessivamente voltadas à coordenação entre áreas.
Diferentemente de outros executivos do setor de tecnologia que relacionaram cortes recentes ao avanço da inteligência artificial, Khosrowshahi não atribuiu as demissões à IA.
A companhia também pretende concentrar suas equipes globais em Nova York e São Francisco, nos Estados Unidos.
A maior parte dos funcionários que atualmente trabalha de forma totalmente remota terá de se mudar para um dos principais polos da empresa, e as vagas 100% remotas passarão a representar cerca de 1% do quadro.
A política de três dias de trabalho presencial por semana será mantida.
O anúncio ocorre após um período de pressão sobre as ações da Uber, que acumulam queda de quase 8% no ano.
Investidores têm demonstrado preocupação com o avanço de empresas de transporte autônomo, como a Waymo, e seu possível impacto sobre a posição da Uber no mercado norte-americano.
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