O atacante Tássio Maia já tinha passado por vários clubes do Brasil e de fora do país quando chegou ao Botafogo, no início de 2015, com o time se voltando para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, sob comando do treinador René Santos.
O ex-jogador de trajetória "nômade", que morreu nesta quarta-feira com a queda de um muro durante uma ventania, no Rio, vinha de uma rápida temporada no Wuhan Zall, da China, depois de passar pelo Bragantino, em São Paulo.
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Com 1,94m de altura, Tássio era uma aposta de gols no Botafogo.
Ele foi contratado como referência de força e jogo aéreo.
Por causa do porte, chegou a ser apelidado de "Tassio Abreu", em alusão ao uruguaio Loco Abreu, ídolo alvinegro.
A passagem do atacante pelo clube, porém, não teve o mesmo brilho.
Ele atuou em apenas seis jogos.
Seu ápice foi quando abriu o placar de 3 a 0 sobre o Resende, pelo Campeonato Carioca.
Naquele mesmo 2015, Tássio se mandou para o outro lado do mundo.
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O jogador foi transferido para o Hatta Club, dos Emirados Árabes, onde viveu ótima fase.
No futebol do Oriente Médio, conhecido pela pressão imposta às novas contratações por resultados imediatos, o atleta chegou entregando tudo e mais um pouco.
Tássio se tornou, rapidamente, o pilar do time.
Fez 20 gols e virou o artilheiro absoluto daquela temporada.
Com a braçadeira de capitão, o centroavante foi fundamental para o Hatta a conquistar o título da segunda divisão do futebol no país.
"Estou vivendo realmente um momento maravilhoso.
Acredito muito em preparação.
Antes de chegar aqui nos Emirados, procurei me informar bem e me preparar melhor ainda", disse ele, na época.
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Mas Tassio não ficaria durante muito tempo no Hatta Club.
A marca de sua trajetória nos gramados foram as constantes mudanças de clubes.
Revelado nas categorias de base do São Cristóvão, no Rio, o jogador atuou em mais de 20 times, entre eles, equipes de países como Portugal, Coreia do Sul e Bulgária.
No início de sua carreira, o atleta jogou bola até no Chalkanoras Idaliou, um clube do Chipre, o país insular do Mar Mediterrâneo, com população um pouco maior do que 1 milhão de habitantes.
Entre 2006 e 2019, Tássio não passou um ano sequer sem uma transferência, muitas vezes para times a milhares de quilômetros de distância de onde estava.
Do Emirados Árabes, ele foi para o Bangu, no Rio, em 2018.
No mesmo ano, chegou à Costa Rica para defender o Saprissa (marcou três vezes em uma goleada de 4 a 0 sobre o rival Limón FC).
Em 2019, Tassio voltou ao Brasil.
Ele vestiu a camisa do Madureira e, ainda em 2019, foi para o Ferroviário, no Ceará, onde encerrou a carreira.
Aposentado dos gramados, Tássio Maia dos Santos tinha 43 anos e trabalhava numa casa de eventos em Santa Teresa, no Rio.
Durante a ventania que causou vários danos na cidade nesta quarta-feira, com rajadas de 90km/h, o ex-atleta estava andando na Rua Doutor Júlio Otoni com o amigo Vandré Cordeiro, indo para o trabalho, quando um muro caiu sobre os dois.
Eles morreram no local.
Nas redes sociais, o Botafogo emitiu uma nota de pesar pela morte do antigo centroavante.
