Diana Lima, de 26 anos, viu cinco ônibus se recusarem a aceitá-la como passageira na tarde dessa quarta-feira (20), na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, Zona Sul do Rio.
Usuária de cadeira de rodas, ela esperou por trinta minutos até que um coletivo da linha 409 parou e acionou o elevador usado para pessoas com mobilidade reduzida.
Mulher usuária de cadeira de rodas passa meia hora para conseguir ônibus no Rio.
O equipamento, porém, não funcionava de maneira adequada, e passageiros tiveram que ajudar até sua entrada.
"A maioria dos ônibus não funciona e não tem acessibilidade.
Andar na rua já é complicado, a gente chega no ponto com dificuldade.
É típico o que passei.
Muitos motoristas veem que sou cadeirante e preferem passar direito", afirmou Diana.
Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) informou que já lacrou 240 ônibus por inoperância ou mau funcionamento dos equipamentos de acessibilidade.
A prefeitura diz, ainda, que toda a frota de ônibus da cidade deve ser equipada com dispositivos de acessibilidade e passar por vistoria anual para verificação do funcionamento desses equipamentos e as "empresas operadoras são responsáveis por mantê-los em funcionamento, garantindo condições adequadas de embarque e desembarque para pessoas com deficiência, idosos e demais passageiros com mobilidade reduzida".
