Vale estuda investimentos em terras raras e lítio em meio à possibilidade de aprovação da política de minerais críticos - QTU Questões do Universo

Vale estuda investimentos em terras raras e lítio em meio à possibilidade de aprovação da política de minerais críticos

Fonte: Bandeira da fonte

Em meio à possibilidade de aprovação definitiva pelo Senado da política dos minerais críticos no Brasil, a Vale informou que já estuda investimentos em terras raras e em lítio.
A declaração foi dada nesta terça-feira (25) pelo presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, durante a Exposibram, Congresso Brasileiro de Mineração, realizada em Belo Horizonte.
Mas, segundo ele, nenhum projeto saiu do papel no momento.
"Nós somos uma mineradora, então estamos sempre olhando oportunidades, seja nas commodities que a gente já tem presença e em outras.
Nosso foco hoje tem sido nas commodities que a gente tem vantagem competitiva e escala, que são o cobre, níquel e minério de ferro.
Mas, a gente está sempre estudando outras commodities, e as terras raras e o lítio são parte de estudo.
A gente ainda não tomou nenhuma decisão de investimento.
Eu diria que a gente está hoje explorando para ver se esse é o mercado que pode ser relevante, pode contribuir de forma decisiva dentro do nosso portfólio, se a gente tem a vantagem competitiva, se temos a competência", declarou.

Também durante o evento, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que o Senado deve aprovar o projeto de lei dos minerais críticos já na próxima semana.
O governo negocia a aprovação do texto da mesma forma que foi votado na Câmara Federal, para evitar que o projeto retorne à Casa Legislativa com alterações.

Diante disso, o presidente Lula convocou para esta quinta-feira, 27 de agosto, uma reunião com os ministérios ligados à proposta, para discutir os decretos e políticas a partir da aprovação.
Como aquelas voltadas à soberania e incentivo do refino dos minérios dentro do próprio país.

Durante o evento, Alexandre Silveira também anunciou que o Serviço Geológico do Brasil terá R$ 300 milhões previstos no orçamento de 2027 para ampliar o conhecimento do potencial mineral brasileiro.