Vale registra queda em lucro no primeiro semestre e anuncia R$ 8,6 bi em dividendos - QTU Questões do Universo

Vale registra queda em lucro no primeiro semestre e anuncia R$ 8,6 bi em dividendos

Fonte: Bandeira da fonte

A Vale registrou lucro líquido de US$ 3,268 bilhões (cerca de R$ 16,7 bilhões) nos primeiros seis meses deste ano.
O resultado é menor que os US$ 3,511 bilhões (cerca de R$ 18,0 bilhões) registrados no mesmo período do ano passado, uma queda de 6,9%.
No segundo trimestre, o ganho foi de US$ 1,375 bilhão (cerca de R$ 7,0 bilhões), menor que os US$ 2,117 bilhões (cerca de R$ 10,8 bilhões) registrados no mesmo período do ano passado.
A receita líquida de vendas da companhia somou, nos primeiros seis meses deste ano, US$ 19,756 bilhões (cerca de R$ 101,2 bilhões), acima dos US$ 16,923 bilhões (cerca de R$ 86,6 bilhões) registrados no mesmo período do ano passado, uma alta de 16,7%.
A companhia também aprovou o pagamento de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,642 bilhões), em dividendos e juros sobre capital próprio referente ao resultado dos primeiros seis meses.

Em relatório, a Vale explicou que o lucro líquido foi afetado principalmente pela variação negativa na marcação a mercado de derivativos e pelo aumento dos tributos sobre o lucro relacionada aos efeitos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias.

Segundo a mineradora, a receita, que contribuiu para uma maior geração de caixa, foi impulsionada pelos preços de referência mais altos e pelo aumento dos volumes de vendas em todos os segmentos de negócios.
Esse desempenho ajudou a compensar o aumento dos custos de frete, principalmente em razão da alta dos preços do bunker (combustível utilizado por navios), além do impacto negativo da valorização do real.
Gustavo Pimenta, CEO da Vale, destacou que a produção de minério de ferro atingiu o maior nível para um segundo trimestre desde 2018, enquanto a produção de cobre registrou o melhor resultado para o período em nove anos.
— Também avançamos nosso portfólio de projetos de alto retorno e baixa intensidade de capital.
O início da operação do Serra Sul +20 (projeto de expansão da produção de minério de ferro na Serra Sul, no Pará) fortalecerá ainda mais nossa posição no S11D (complexo de mineração de minério de ferro da Vale, também no Pará), nossa operação de minério de ferro mais competitiva.
No cobre, o projeto Bacaba avança à frente do cronograma, sendo um dos marcos rumo à nossa ambição de dobrar a produção de cobre até 2035 — disse Pimenta.
A dívida líquida expandida, que inclui compromissos assumidos após os acidentes em Brumadinho e Mariana, ficou em US$ 16,6 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 4%.
Os investimentos da Vale em projetos de crescimento somaram US$ 197 milhões no segundo trimestre, uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.
A redução ocorreu principalmente devido aos menores desembolsos no segmento de minério de ferro, em meio ao avanço do projeto Capanema.
O projeto Serra Sul +20, voltado à expansão da produção de minério de ferro no Pará, atingiu 88% de conclusão física e iniciou a operação em julho.
O projeto também inclui expansões na mina e na planta, que deverá acrescentar 20 milhões de toneladas por ano à capacidade produtiva do complexo.

Já os investimentos de manutenção somaram US$ 931 milhões no trimestre, alta de 14% na comparação anual.
O aumento foi puxado principalmente pelas maiores atividades de manutenção no segmento de minério de ferro, com destaque para as usinas de pelotização em Omã, além de investimentos para aprimorar os sistemas de controle ferroviário.
No segmento de cobre, o aumento dos investimentos foi impulsionado principalmente pelo desenvolvimento do projeto Bacaba e pela ampliação da capacidade de disposição de rejeitos.
Segundo a Vale, os dois projetos são importantes para garantir a continuidade das operações da mina de Sossego, no Pará.