Valor Inovação: Claro reforça conexão com os clientes e é a 3ª mais inovadora - QTU Questões do Universo

Valor Inovação: Claro reforça conexão com os clientes e é a 3ª mais inovadora

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Integrante do maior grupo de telecomunicações da América Latina — a América Movil —, a Claro coloca o tema da inovação no topo da sua estratégia corporativa.
Na concepção da empresa, todo investimento realizado tem como objetivo a inovação em infraestrutura, modelos de negócio, ofertas e, sobretudo, na geração de valor para os clientes.

Esse entendimento faz com que a área não conte com um orçamento dedicado.
“Todos os nossos investimentos estão relacionados, e 100% de nossos colaboradores estão envolvidos com inovação porque tudo o que fazemos precisa ter inovação.
O atendente da loja, o técnico de instalação de uma banda larga ou um site novo de rede móvel, todos têm de estar com o espírito de criar uma solução diferente para levar mais valor para os clientes.
Se eles não se transformam no dia a dia, a Claro não consegue se transformar”, resume Rodrigo Marques, CEO da Claro.
A empresa fechou 2025 com 89,5 milhões de clientes de telefonia móvel, sendo 58,4 milhões de linhas pós-pagas, receita de R$ 51,8 bilhões e margem Ebitda de 45,1%.
Também encerrou o ano de 2025 com liderança no mercado de banda larga, com 19,7% de participação; e no segmento de TV por assinatura, com 46,6%.

A estrutura de inovação inclui o BeON, que atua como hub de inovação aberta, selecionando projetos e estabelecendo parcerias com startups em diferentes níveis de maturidade, universidades e centros de inovação ao redor do mundo.
Marques explica que o BeOn traz o ecossistema de inovação aberta para dentro da companhia.
Uma das responsabilidades do BeOn é utilizar todas as leis de fomento e incentivos à inovação do país para ajudar a empresa a inovar mais.

“Outra responsabilidade é ajudar a Claro a solucionar problemas internos de inovação e de nossos clientes, por meio de parcerias com startups do ecossistema global de inovação, que acessamos via conexões, como a Plug & Play, da qual somos parceiros.
É um trabalho de cocriação em que a titularidade pode ser da startup, do cliente, da Claro ou dividida entre todos”, explica Marques.
Há cinco anos, a operadora mudou sua estrutura organizacional para inserir mais inovação em seus processos, criando hubs que atuam como empresas autônomas em 11 verticais: e-Commerce, e-Care, Claro tv+, SVA, Claro Música, MVNO, IOT, Dados e Analytics, Novos Mercados, Claro pay e Claro flex.

Com metas de longo prazo, os hubs têm autonomia para desenvolver novos negócios e soluções e que possam competir com as OTTs (Over-The-Top, empresas de serviços digitais) de uma forma mais ágil do que a Claro faria isoladamente.
Foi assim que surgiram inovações em modelos de negócio como a NuCel, a maior MVNO (Operadora Móvel com Rede Virtual), com um milhão de clientes, em parceria com o Nubank.
Rodrigo Marques, CEO da Claro, defende uso da IA com foco na força de trabalho
Divulgação
“Além disso, trabalhamos com nosso core de conectividade, em que temos de ser mais cuidadosos na forma como ele opera, mas que nos dá vantagens competitivas muito grandes para que esses hubs possam inovar ainda mais.
Essas duas modalidades — hubs e core — formam o conceito de ambidestria que adotamos”, explica o CEO.

De olho nas soluções e inovações em que o setor vem trabalhando ao redor do mundo, e para eventualmente trazê-las para o Brasil, a empresa vem investindo em reciclagem global junto aos maiores centros de inovação e players mundiais.
A empresa fechou parceria com a Nvidia e a Oracle e se tornou a primeira Nvidia Cloud Partner na América Latina para processamento de dados e inteligência artificial (IA).
Da parceria, surgiu a oferta do serviço de GPU as a Service, que permite que startups e pequenas empresas possam criar seus modelos de IA ou acelerar provas de conceito no desenvolvimento de IA.
“A aquisição de GPUs é muito cara.
Com essa oferta, a empresa pode acessar o que há de mais moderno e contratar poucas horas, pagando muito pouco em reais”, destaca Marques.
Esse acesso ocorre por meio das GPUs da plataforma da Nvidia na nuvem da Oracle.
Outra iniciativa da empresa é em parceria com a AWS e foi lançada em fevereiro, no Mobile World Congress, em Barcelona.
A oferta de nuvem híbrida é baseada na plataforma proprietária da Claro para gestão unificada de nuvem e operação de ambientes híbridos/multicloud, baseado no AWS Outposts, que unifica infraestrutura fragmentada em um sistema único de controle, operação e otimização.
A inovação reside na reengenharia do AWS Outposts, uma infraestrutura física da Amazon que leva a nuvem para dentro do data center do cliente.
Ainda merece destaque o IoTracker, pequeno hardware que funciona como localizador de dispositivos em qualquer local no mundo, desenvolvido em conjunto com a startup Technopartner.
“Preferimos esse modelo do que o de corporate venture capital porque consideramos que agrega mais valor para a startup, para a Claro e para nossos clientes desenvolverem em conjunto e usarem nossos canais de distribuição para a empresa crescer.
Não queremos atuar como investidores”, explica Marques.
A Claro também já desenvolveu cinco soluções no âmbito da GSMA Open Gateway, iniciativa global que transforma as redes de telecomunicações em plataformas acessíveis e preparadas para desenvolvedores e novos negócios, por meio de APIs (Aplication Program Interfaces, interfaces de integração).
No início de julho, a operadora lançou a funcionalidade Quality on Demand (QoD), nova tecnologia desenvolvida para operar em redes 4G e 5G, incluindo arquiteturas 5G Non-Standalone e 5G Standalone.

A nova tecnologia agrega inteligência na rede, permitindo que aplicativos solicitem, em tempo real, uma conexão de internet mais aprimorada.
A solução pode ser adotada, por exemplo, para pagamentos digitais em grandes eventos, cenários de aglomeração em que as máquinas de cartão e os aplicativos de pagamento podem enfrentar falhas devido ao congestionamento da rede.
A operadora também tem inovado em ofertas no B2C.
Para fortalecer a estratégia da operadora em criar um hub híbrido de TV e streaming, a empresa desenvolveu a oferta Claro tv+, que integra, no mesmo serviço, os seis maiores serviços de streaming — Netflix, Globoplay, HBO Max, Apple TV+, Prime Video e Disney+ — ao lado dos principais canais de TV aberta e por assinatura.
No B2B, a empresa anunciou, em 2025, um investimento de R$ 1 bilhão para a ampliação da sua plataforma Claro cloud.
A empresa atua ainda com segurança, M2M/IOT e automação baseadas em conectividade 5G com network slicing (segmentação diferenciada) e aplicações de IA.
Em 2025, a Claro criou com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Universidade de São Paulo (USP) o Centro de P&D para estudar inovação em IA e 5G.
O projeto deve durar cinco anos, envolve mais de cem pesquisadores e investimentos de R$ 40 milhões.
A empresa também definiu a IA como o coração de sua estratégia para o futuro, mas com foco na força de trabalho.
“O que faz a Claro ser diferente são as pessoas e a cultura que elas criaram.
Essas pessoas terão sua produtividade impulsionada pela tecnologia de IA, que vai potencializar tudo o que a Claro faz de diferente e inovador.
No final do dia, nosso objetivo é deixar a vida do cliente melhor”, afirma o CEO.
ESTRATÉGIA
Investimento em P&D no Brasil: não divulga
Centros de pesquisa no Brasil: 4
Centros de inovação no Brasil: 1
Patentes no Brasil: não divulga
Patentes no exterior: não divulga
Funcionários em P&D: 285
Parcerias (relacionadas à inovação): mais de 100