A goleada fora de casa sobre o Olimpia, com a consequente ida às quartas da Sul-Americana, mostrou que o Vasco ainda tem de onde tirar forças.
Qualidade à parte, não é fácil vencer por 4 a 1 no Defensores del Chaco.
E só um time com organização tática, bom lastro físico e consciência da grandeza da instituição pode se impor dessa forma.
No dia do seu aniversário de 128 anos, o cruz-maltino festeja sinais vitais importantes para a luta contra o rebaixamento no Brasileiro.
Parabéns, portanto, àqueles que ainda acreditam.
Porque ela não será fácil.
Já se passaram sete anos da morte do ditador Eurico Miranda, e o Vasco ainda não conseguiu se unir em torno de um projeto de gestão.
Se perde em brigas internas, numa autofagia institucional que destrói a credibilidade e trava a recuperação do clube.
Que é exatamente o que ocorre agora com o esfacelamento da gestão Pedro Paulo.
Travado pela Justiça que lhe permitiu retomar ações vendidas a um parceiro, sofre com a asfixia financeira bolada por ex-aliados do seu presidente.
Pedro Emanuel, o técnico que até aqui vem mostrando capacidade de construção de mecanismos competitivos, conseguiu fazer o cruz-maltino jogar futebol em Assunção.
Foi 4 a 1, mas poderia ter sido seis ou sete, tais as chances perdidas.
E sem Jair, peça fundamental na estrutura inicialmente montada pelo treinador português.
Não sei se é certo fazer ligação entre este jogo no Paraguai e o de domingo, contra o Palmeiras, em São Paulo.
Mas talvez seja possível utilizá-lo para renovar a autoestima no dia do aniversário da instituição.
O que não é pouco.
AULAS.
A classificação do Flamengo às quartas de final da Libertadores teve sabor de conquista.
Porque a qualidade do adversário, somada à atmosfera de um Maracanã lotado por 70 mil rubro-negros, exigiu do time uma atuação de campeão.
E diante de um Cruzeiro que não conseguiu produzir o que deveria, a equipe de Leonardo Jardim deu aula de futebol — em especial no primeiro tempo.
O trio Samuel Lino, Arrascaeta e Pedro bagunçou o plano de jogo do time de Artur Jorge.
Desfez a estratégia com associações rápidas e finalizações constantes, e fez o estádio pulsar.
Pulgar, Jorginho e Royal atuaram de tal forma que, em determinado momento, o Cruzeiro parecia se defender com linha de seis.
E este amasso mostrou por que o Flamengo é real candidato ao título desta edição do torneio.
Vasco dá sinais de vida em meio à crise interna e asfixia financeira articulada por ex-aliados de Pedrinho
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