O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, por unanimidade, as diretrizes para as redes pública e privada de ensino durante a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027.
O documento orienta que os ajustes nas rotinas escolares acompanhem o impacto real do torneio em cada município entre 24 de junho e 25 de julho.
De acordo com o parecer, a obrigatoriedade de readequar o ano letivo aplica-se apenas aos municípios que sediarão as partidas e às suas respectivas regiões metropolitanas ou áreas diretamente afetadas.
As oito cidades-sede do Mundial são Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Já nos estados e municípios fora do circuito dos jogos, os sistemas de ensino terão autonomia total para decidir sobre a adoção, parcial ou integral, de adaptações nas aulas, conforme a realidade local.
Homologação do MEC
O CNE reforça que, mesmo nas localidades onde houver readequação, deve-se garantir o cumprimento do mínimo legal de 200 dias letivos e da carga horária anual estipulada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Embora a súmula do Parecer CNE/CEB nº 7/2026 tenha sido publicada no Diário Oficial da União, as diretrizes só passarão a ter efeito em âmbito nacional após a homologação formal pelo Ministério da Educação (MEC).
A orientação repete a estratégia adotada pelo CNE na Copa do Mundo masculina de 2014 (Parecer CNE/CEB nº 21/2012).
Naquela ocasião, as redes de ensino aplicaram modelos variados: enquanto algumas estenderam o recesso do meio do ano para cobrir os 32 dias de evento, outras optaram apenas por suspender as atividades nos horários ou dias de partidas.
Veja as mudanças no calendário escolar para a Copa do Mundo Feminina em 2027
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