As vendas do comércio relacionadas ao Dia dos Pais devem movimentar R$ 8,52 bilhões no país, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgada nesta terça-feira (4).
Caso se confirme, o volume movimentado em recursos deve ser 2,9% acima do observado em igual período no ano passado, acrescentou a organização.
O volume projetado pela entidade já desconta efeitos da inflação.
Mas produtos relacionados à data devem ficar 5,8% mais caros no Dia dos Pais desse ano ante mesmo período em 2025, alertou a confederação.
Em pesquisa sobre o tema, a CNC informou que o Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo de agosto e que, nesse ano, cai no dia 9 de agosto, é quarta data comemorativa mais importante de movimentação financeira do calendário do varejo brasileiro.
Um dos aspectos que devem contribuir para fortalecer poder aquisitivo do consumidor é o ainda aquecido mercado de trabalho.
A CNC lembrou que a taxa de desemprego está na mínima história e que a massa de rendimentos originada do trabalho tem evolução favorável ao consumo.
Entre as atividades mapeadas no comércio que mais terão movimentação de recursos com compras de Dia dos Pais está vestuário, completou ainda a CNC.
Esse segmento deve movimentar R$ 3,34 bilhões em vendas relacionadas à data.
Na sequência, as atividades varejistas mais demandadas devem ser produtos de perfumaria e cosméticos (R$ 1,72 bilhão) e de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,31 bilhão).
Somados, esses três ramos do varejo devem responder por 83% das vendas relacionadas ao Dia dos Pais esse ano, estimou a CNC.
Entre os produtos que devem ficar mais caros no Dia dos Pais em 2026 estão computadores (11,9%), perfumes (9,8%) e livros (7,8%).
Em contrapartida, devem ficar mais baratos, ante mesmo período em 2025, aparelhos de som (-3,7%), televisores (-0,8%) e bebidas alcóolicas (-0,4%).
A CNC projetou ainda oferta de 12,07 mil vagas temporárias no comércio para atender à demanda maior em vendas de Dia dos Pais esse ano.
Se confirmada essa estimativa, seria 1,9% menor ante o volume de vagas temporárias observado em mesma data em 2025.
Os segmentos que mais devem contratar são de hiper e supermercados (6,11 mil vagas), lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (1,90 mil) e vestuário (1,8 mil).
A organização projetou, ainda, taxa de efetivação de 14,8% no total desses temporários após o Dia dos Pais em 2026 – menor do que a observada em 2025 (19,6%).
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