Vídeo: o que mudou na orla do Rio duas semanas após o Tolerância Zero - QTU Questões do Universo

Vídeo: o que mudou na orla do Rio duas semanas após o Tolerância Zero

Fonte: Bandeira da fonte

Mais de duas semanas depois do início do programa Tolerância Zero, lançado pela Prefeitura do Rio para combater o comércio irregular e garantir a livre circulação de pedestres, a paisagem dos calçadões de Copacabana e Ipanema já é outra.
Foi o que constatou o GLOBO ao percorrer o espaço na última quinta-feira, entre 15h e 17h.
A mudança mais evidente foi o reforço da fiscalização: agentes de ordem pública passaram a circular em duplas ao longo de todo o calçadão.
Em Ipanema, a reportagem viu apenas uma mesa de bijuterias artesanais em toda a extensão da orla.
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Nem todos os ambulantes deixaram o comércio irregular, porém.
Parte deles apenas mudou de lugar, deixando o calçadão para vender produtos na faixa de areia — prática que também é proibida.
Veja o que mudou na orla após o Tolerância Zero
Veja o que mudou na orla do Rio depois do programa Tolerância Zero
Arpoador mudou mais
O ponto onde a diferença mais chamou atenção foi o Arpoador, no trecho entre a estátua de Tom Jobim e a Pedra do Arpoador.
A área, antes conhecida pela grande quantidade de vendedores de artesanato, estava livre de barracas e mercadorias.
Os carrinhos de bebidas e de milho, comuns na região, também não foram vistos.
Origem do programa
O Tolerância Zero foi lançado em 16 de julho, depois de uma série de reportagens do GLOBO mostrarem a desordem na orla carioca e a atuação de facções criminosas na exploração dos ambulantes, que chegavam a cobrar taxas e manter depósitos clandestinos de mercadorias.
O programa visa o combate aos ambulantes irregulares, à exploração dos camelôs por grupos criminosos e à presença do tráfico na orla.
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A medida gerou reação imediata da categoria: ambulantes passaram a realizar manifestações contra a operação.
O Ministério Público Federal chegou a pedir a suspensão da iniciativa, sob o argumento de que ela foi implementada sem planejamento conjunto com a União.
O órgão defende ações que conciliem ordenamento urbano, combate ao crime e proteção aos trabalhadores.
Por outro lado, entidades como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) manifestaram apoio às ações da Prefeitura.
Terceira fase: atuação nos bairros
Na segunda-feira, a Prefeitura anunciou a terceira fase do programa, que amplia o raio de atuação da fiscalização.
A partir desta quarta-feira, as ações passam a incluir trechos de:
Avenida Nossa Senhora de Copacabana e Avenida Rainha Elizabeth, em Copacabana;
Rua Prudente de Morais, em Ipanema;
Avenida General San Martin, no Leblon.