Vidros de janela de prédio no Centro cederam e caíram durante vendaval no Rio - QTU Questões do Universo

Vidros de janela de prédio no Centro cederam e caíram durante vendaval no Rio

Fonte: Bandeira da fonte

A quarta-feira transcorria normalmente como mais um dia de trabalho para o assessor de comunicação Gustavo Siqueira, de 21 anos.
Pouco antes do fim de expediente, a impressora que não funcionava o fez ter que procurar por um lugar onde pudesse ter os documentos impressos.
Das facilidades do Centro do Rio, um espaço bem perto, onde era possível ir a pé, foi a solução.
Antes de ter as folhas em mãos, uma falta de energia acometeu o lugar.
A solução foi voltar.
O vento forte, que em regiões da cidade chegou a 100 km/h, mudou rapidamente a paisagem.
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Sem qualquer aviso, o vidro de janelas de um prédio próximo ao Terminal Menezes Cortes, de onde Gustavo saía, não aguentou a pressão dos ventos e se soltou, indo de encontro à rua.
O reflexo ágil fez com que os cortes ficassem marcados apenas no braço direito, por sorte, sem atingir o rosto.
A reação seguinte foi buscar um lugar para se abrigar.
— Eu corri para baixo de uma marquise e fiquei esperando.
As bancas dos vendedores ambulantes ficaram lotadas de cacos de vidro, assim como a calçada.
Eram pedaços grandes.
O pedaço de vidro que estourou na minha frente foi relativamente grande, com uns 40 centímetros — conta Gustavo.
Vidros de janela de prédio no Centro caíram durante vendaval no Rio
Reprodução
Sem gravidade nos ferimentos, ele fez uma limpeza com água e sabão, reforçou a desinfecção com álcool e, no corte mais profundo, aplicou um curativo.
O assessor trabalha no Centro há 2 anos período em que nunca vivenciou experiência como esse quanto aos fortes ventos.
A surpresa com a mudança rápida, sem qualquer alerta, aumentou o susto.
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— Eu estava no escritório, e uns 10 minutos antes, a mãe de uma colega de trabalho mandou mensagem falando que estava ventando muito no Valqueire (na Zona Sudoeste), e vimos em Campo Grande (na Zona Oeste).
Pensamos que era lá nessa região, que não ia chegar aqui.
E de repente começou a ficar muito vento — diz Gustavo.
A solução para voltar para casa foi esperar o caos, principalmente nos transportes e no trânsito, diminuir para seguir para Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio.
Ainda assim, foi preciso recorrer a corrida de aplicativo.
— Essa foi a primeira vez por conta dos ventos.
Outros eventos climáticos no Centro foram sempre em relação à chuva, com alagamentos na Cinelândia e em outros pontos.
Isso eu já sei como enfrentar.
Colegas de trabalham que moram mais longe e dependiam do trem só conseguiram embarcar por volta das 22h na estação da Central do Brasil.
Um deles tinha como destino Bangu, outro Campo Grande, e um terceiro, Nova Iguaçu.