A Volkswagen planeja cortar mais 50 mil empregos até o final da década e simplificar sua linha de produtos como parte de uma ampla reestruturação da montadora, que enfrenta dificuldades.
A empresa informou, nesta quinta-feira, que seu conselho de supervisão aprovou por unanimidade um abrangente plano de reestruturação para melhorar a eficiência e aumentar a competitividade, respaldando a reformulação conduzida pelo CEO, Oliver Blume, após meses de resistência.
O conselho aprovou o chamado Plano Futuro durante uma reunião realizada em Wolfsburg, informou a Volkswagen em comunicado.
Em um comunicado divulgado posteriormente, a Volkswagen afirmou que essas demissões elevam para 100 mil o total de cortes de postos de trabalho esperados.
A empresa também reduzirá seu portfólio de participações e diminuirá sua linha de modelos em cerca de 50% até 2035.
A decisão confere a Blume um mandato mais forte para levar adiante as mudanças que a diretoria e o conselho de supervisão consideram essenciais para garantir a competitividade de longo prazo da Volkswagen, em um momento em que o grupo enfrenta custos elevados, demanda mais fraca e concorrência cada vez mais intensa.
A maior montadora da Europa tem sido afetada pelas tarifas dos EUA, pela demanda irregular por carros elétricos e, sobretudo, pela concorrência acirrada na China e proveniente desse país.
A empresa, que além da Volkswagen inclui marcas como Audi e Porsche, reduzirá 15% do total de sua força de trabalho em todo o mundo.
A Volkswagen informou que tanto a diretoria quanto os sindicatos concordaram que o futuro de quatro fábricas alemãs — em Hannover, Emden, Zwickau e Neckarsulm — não estava garantido além da década de 2030.
O fechamento das fábricas marcaria a primeira vez que a Volkswagen encerra operações em grande escala em seu país de origem.
A aprovação dos planos pelo conselho fiscal da Volkswagen, composto tanto por representantes dos trabalhadores quanto dos acionistas, encerra, por enquanto, as delicadas negociações entre ambas as partes.
