Após ter pessoas próximas alvo de operação da Polícia Federal, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que as movimentações financeiras citadas na investigação da PF foram declaradas à Receita Federal e têm origem lícita.
Conforme o parlamentar, ele também esperava que viesse a ser alvo de perseguições por ser candidato ao Senado e por 'seus posicionamentos políticos'.
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"Apesar da minha indignação, recebo essa operação com tranquilidade, que me é possível, pois nada tem a esconder.
Todas as movimentações mencionadas são frutos de atividades profissionais e empresariais, e foram devidamente declaradas à Receita Federal.
Quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores.
Apesar da dureza desse jogo político, então me renderei e me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão", disse em vídeos nas redes sociais.
Em nova fase da Operação Sem Desconto, a PF mirou suspeitos de lavar dinheiro obtido de forma criminosa a partir dos descontos fraudulentos do INSS.
Entre os alvos estão a esposa, a filha e duas irmãs de Weverton e o advogado Willer Tomaz.
Em nota de mais cedo, o parlamentar já havia dito que "todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais".
Já a defesa do advogado Willer Tomaz afirmou que a esposa do senador Weverton trabalha no escritório de advocacia, e que ele "confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação".
Ele diz que foi alvo da ação apenas por ser o proprietário de um avião, utilizado em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público.
Conforme Investigadores da Polícia Federal, o senador atuava diretamente ao formular pedidos, indicar beneficiários, cobrar repasses, gerenciar imóveis e interferir em decisões patrimoniais.
O inquérito aponta a existência de um grupo que incluía empresas "interpostas", sociedades patrimoniais e postos de combustíveis, com atuação pelo menos desde 2023.
Segundo o ministro André Mendonça, a apuração da PF indica que Weverton e Willer Tomaz atuaram para "ocultar ou dissimular a origem, a movimentação, a disponibilidade, a propriedade e a titularidade real de bens provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais antecedentes.
As conclusões dos investigadores constam de uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma nova fase da Operação Sem Desconto.
