Xabi Alonso admite erros no Real Madrid e diz que

Xabi Alonso admite erros no Real Madrid e diz que 'nem o jogo nem a gestão de pessoas funcionaram'

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Xabi Alonso fez uma rara autocrítica sobre sua passagem pelo Real Madrid e admitiu que fracassou tanto na condução do time em campo quanto na gestão do elenco.
Em entrevista ao The Athletic, o novo técnico do Chelsea afirmou que deixou o clube espanhol sem mágoas, mas reconheceu que a experiência lhe trouxe importantes lições para o novo desafio na Premier League.
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— Tenho uma cicatriz, mas ela já sarou.
Olhando para trás, fico com as coisas positivas e também com o que não funcionou.
Fui muito autocrítico, pensando no que poderia ter feito melhor, porque as coisas não saíram como eu esperava.
É com as decepções que aprendemos — afirmou o treinador.
Questionado sobre os motivos que impediram seu trabalho de dar certo no Santiago Bernabéu, Alonso apontou falhas em diferentes aspectos.
— Houve uma mistura de tudo.
Algumas coisas funcionaram, outras não, tanto em termos de jogo quanto de gestão de pessoas — disse.
Após deixar o Real Madrid, o espanhol passou alguns meses longe do futebol antes de assumir o Chelsea.
Segundo ele, o período serviu para recuperar a energia exigida pela profissão.
— Um treinador precisa transmitir paixão e entusiasmo todos os dias.
Usei esse tempo para me reencontrar.
Nem assisti muito futebol.
Foi mais um período para olhar para mim mesmo e voltar a sentir o jogo — afirmou.
Ao explicar por que aceitou o convite do Chelsea, Alonso afirmou que a decisão foi baseada no projeto esportivo e na sintonia com a direção do clube.
— Eu tinha uma visão externa do Chelsea.
Via os pontos positivos e também as minhas preocupações.
Conversamos sobre isso.
O mais importante é que fizemos a mesma análise.
Se tivéssemos visões diferentes, não seria o começo certo.
Até agora, estamos tomando as decisões corretas — declarou.
O treinador também lembrou a influência de Pep Guardiola durante o período em que trabalhou com o técnico espanhol no Bayern de Munique.
Alonso contou que costumava ir ao escritório do comandante para discutir detalhes táticos.
— Eu era muito curioso.
Tinha confiança para perguntar por que certas coisas aconteciam e qual seria a estratégia.
Essa convivência me ajudou muito na formação como treinador — disse.