O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema defendeu uma "mudança profunda no Judiciário" e afirmou que o país vive um "regime de exceção".
A declaração foi proferida pelo presidenciável durante a sabatina para a Globonews.
Na ocasião, ele também defendeu a escolha do senador Eduardo Girão (Novo) como seu vice e o atual governador Mateus Simões (PSD), escolhido por ele como sucessor no comando do estado.
— Eleito presidente, eu quero uma reforma profunda no Judiciário.
Quero trabalhar junto com o Congresso.
Nós tivemos o primeiro vento da tempestade que vem adiante, que foi a não-indicação do Messias há quatro meses atrás — O que nós temos vivido hoje, o brasileiro sabe muito bem, é um tapa na cara diariamente.
Nós que ralamos, que trabalhamos cedo, não conseguimos pagar as nossas contas e quem está lá em Brasília fica conseguindo contrato aí de milhões por causa de um cargo — disse Zema.
O ex-governador também afirmou que o país vive "um regime de exceção" ao criticar a denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por um vídeo publicado por ele com críticas ao ministro Gilmar Mendes, do STF.
No conteúdo, Zema ironizou o magistrado ao representá-lo como um fantoche que pedia "uma diária no resort Tayayá" em troca da anulação dos pedidos de quebra de sigilo de familiares do ministro Dias Toffoli.
Na ocasião, Zema também afirmou que defende a mudança dos critérios de indicação para o STF e sugeriu a criação de uma lista tríplice.
— Me comprometo aqui.
Eu, como presidente, quero que chegue para mim uma lista de notáveis.
Gostaria muito que nós já fizéssemos essa mudança, que a OAB colaborasse, o Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público Federal e o Senado na elaboração dessa lista tríplice — afirmou.
Zema também defendeu a escolha de Girão como vice, anunciada na última terça-feira.
A escolha pelo parlamentar, antes cotado para concorrer ao Senado pelo Ceará, se deu em meio à dificuldade da campanha de conseguir outras siglas para a composição.
Antes, Zema também havia considerado o empresário Geraldo Rufino (Podemos), lançado para o Senado por São Paulo, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC).
As tratativas, no entanto, não avançaram e o Novo passou a buscar por uma solução interna a poucos dias do término do prazo fixado pela Justiça Eleitoral para a deliberação sobre as chapas.
A sigla também considerou para o posto o cientista político Felipe d'Ávila, que disputou o Planalto em 2022 e terminou em sexto lugar.
(Matéria em atualização)
