Artefato lançado por drone explode durante preparo de festa de rua na comunidade Dourado, em Cordovil, e fere dois - QTU Questões do Universo

Artefato lançado por drone explode durante preparo de festa de rua na comunidade Dourado, em Cordovil, e fere dois

Fonte: Bandeira da fonte

Um artefato que, segundo moradores, foi lançado por um drone explodiu, na tarde do último sábado, na comunidade Dourado, em Cordovil, na Zona Norte do Rio.
Dois homens que montavam brinquedos para uma festa que aconteceria na Rua João Henrique ficaram levemente feridos.
Ambos não quiseram prestar queixa nem atendimento médico.
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Policiais militares da Unidade de Polícia de Proximidade (UPP) foram mobilizados para a ocorrência.
A eles os moradores relataram terem visto o drone sobrevoando o local.

Nas redes sociais, moradores afirmaram que o explosivo danificou brinquedos montados na rua.
Imagens compartilhadas mostram buracos no asfalto.
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Lançamentos de explosivos por drones têm se tornado comuns na capital carioca.
Na madrugada da última sexta-feira, uma granada explodiu num imóvel no Complexo da Penha, na Zona Norte, durante um treinamento de criminosos com drones que transportam esse tipo de artefato.
Não há notícias de feridos.
Segundo a PM, equipes que foram para o local apuraram que bandidos estavam testando drones e a granada teria caído próximo a eles.
A PM informou que policiamento segue reforçado no conjunto de favelas, com a presença de equipes de unidades especiais.
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A Polícia Civil informou que a 38ª DP (Brás de Pina) investiga o caso.
Segundo a corporação, "diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias dos fatos".
Nova estratégia
A nova estratégia do crime organizado de usar veículos aéreos não tripulado em guerras entre facções criminosas rivais e durante operações policiais já é alvo das autoridades de segurança.
A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública identificou que traficantes do Comando Vermelho (CV) vêm recebendo treinamento especializado para operar drones de grande porte usados no transporte de armas e drogas entre comunidades da facção no Rio.
Segundo as investigações, o responsável por instruir os criminosos é um brasileiro que retornou recentemente da guerra na Ucrânia, onde teria atuado como voluntário no conflito contra a Rússia.
De acordo com a polícia, o homem permaneceu por pelo menos um ano na região de combate e, ao voltar ao Rio, passou a ensinar aos traficantes técnicas empregadas em operações militares, incluindo o uso de aeronaves não tripuladas para logística e monitoramento.
De acordo com a polícia, os drones adquiridos pela facção são modelos usados em áreas agrícolas para pulverização e também em operações de entrega de carga.
O custo estimado de cada aeronave ultrapassa R$ 200 mil.
Alvos de disputa
Doca é apontado como um dos traficantes mais perigosos e influentes do Rio
A comunidades Dourado, assim como a da Tinta, também em Cordovil, têm sido motivo central de confrontos recentes envolvendo o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP).
Historicamente, as duas pequenas comunidades sempre foram alvo de disputa de ambas as facções.
Reportagens no início dos anos 2000 já narravam mudanças constantes no grupo criminoso por lá.
No mínimo desde a pandemia, porém, elas são chefiadas pelo CV.
A questão é que, recentemente, o TCP tenta virar o jogo para avançar no território, com investidas que puseram o chefe da quadrilha das duas favelas na berlinda.

O bandido em xeque é Adilson Gomes da Hora Júnior, o Nico, de 51 anos.
Integrante antigo da organização, ele foi preso em maio do ano passado por agentes do 16º BPM e, atualmente, está no Complexo de Gericinó, Na Zona Oeste da capital, de onde ele continuava a dar ordens para se manter à frente do bando.