Depois de um começo de ano forte, a economia brasileira desacelerou no segundo trimestre e despencou no ranking do desempenho do PIB do período.
O crescimento de 0,5% na comparação com o primeiro trimestre colocou o PIB brasileiro na 27ª posição entre 50 países que já divulgaram seus resultados nessa comparação.
No primeiro trimestre, quando houve avanço de 1,1%, o Brasil ficou em décimo lugar entre esse mesmo grupo de 50 países.
O retrato brasileiro não é muito diferente do enfrentado pelos outros países que tiveram bons resultados de janeiro a março.
Dos dez países com maior alta do PIB no início de 2026, só três aceleraram o crescimento no segundo trimestre: Angola, Cingapura e Eslovênia.
Ampliando a lista para os 20 primeiros colocados, só mais quatro tiveram resultado melhor de abril a junho (Colômbia, Polônia, Espanha e Letônia).
No cenário de quem se saiu melhor no segundo trimestre, a história é diferente.
Dos 20 melhores desempenhos, só três tiveram desaceleração em relação aos três primeiros meses do ano – nenhum deles entrou no top 10 mais recente.
Mais: os três países com maior crescimento no segundo trimestre vinham de queda no PIB de janeiro a março e recuperam com força a perda no começo do ano.
A líder Irlanda cresceu 3,9%, após encolher 0,7% no primeiro trimestre.
O mesmo aconteceu com Indonésia (de queda de 0,8% para alta de 3,7%), e Israel (avanço de 3,6%, após retração de 0,6%).
Na América Latina, o país com maior crescimento teve a mesma situação.
A economia mexicana cresceu 1,4%, se recuperando após queda de 0,3% de janeiro a março.
O Chile, que também encolheu 0,3% no primeiro trimestre, ficou estagnado nos três meses seguintes.
A Colômbia teve o segundo melhor desempenho da região, com alta de 1,3%.
O PIB peruano ficou logo atrás do brasileiro, após avanço de 0,4% de abril a junho.
Entre as grandes economias mundiais, a China obteve crescimento de 0,9% no segundo trimestre, os EUA avançaram 0,4%, logo à frente de Alemanha e Japão, ambos com alta de 0,3%.
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