Britânico obcecado por vampiros é internado após matar animais e beber sangue acreditando que se tornaria imortal na Inglaterra - QTU Questões do Universo

Britânico obcecado por vampiros é internado após matar animais e beber sangue acreditando que se tornaria imortal na Inglaterra

Fonte: Bandeira da fonte

Um homem de 48 anos foi internado em uma unidade psiquiátrica após ser identificado como responsável por roubar, matar e abandonar carcaças de animais em igrejas na região de New Forest, no sul da Inglaterra.
Segundo as autoridades, Benjamin Lewis acreditava que beber sangue lhe permitiria viver para sempre e se transformar em um vampiro.
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A investigação, considerada uma das mais incomuns da polícia de Hampshire, começou após agricultores denunciarem o desaparecimento de cordeiros e veados.
Os animais eram abatidos e deixados nas portas — e, em alguns casos, dentro — de igrejas da região, provocando medo entre moradores e frequentadores dos templos.
Para tentar identificar o responsável, policiais chegaram a fazer vigilância em igrejas durante datas consideradas importantes no calendário satânico.
O caso foi solucionado quando exames encontraram vestígios do DNA de Lewis nos restos mortais de um cordeiro.
O britânico confessou os crimes, incluindo o roubo dos animais e atos de assédio agravado por motivação religiosa.
Durante uma audiência anterior, segundo o jornal britânico The Guardian, ele chegou a se identificar como "Conde Drácula" ao ser questionado sobre sua identidade.
O juiz William Mousley determinou que Lewis permaneça internado para tratamento psiquiátrico até que um tribunal de saúde mental ou o secretário de Justiça considere que ele não representa mais risco à sociedade.
De acordo com a detetive Jessica Surman, da polícia de Hampshire, Lewis acreditava que consumir sangue em grandes quantidades impediria sua morte e evitaria que fosse para o inferno.
Durante buscas em sua residência, os investigadores encontraram desenhos de vampiros, anotações sobre rituais e referências à ingestão de sangue.
Os crimes deixaram marcas na comunidade.
Segundo relatos apresentados em tribunal, moradores passaram a evitar igrejas por medo.
Uma mulher afirmou ter deixado de visitar o túmulo do filho, enquanto agricultores disseram temer caminhar sozinhos à noite e lamentaram o sofrimento dos animais roubados e mortos.
Um psiquiatra ouvido pela Justiça afirmou que Lewis apresenta "problemas complexos de saúde mental" e alertou para o risco de que, sem tratamento, pudesse vir a atacar pessoas.
O especialista também lembrou que o comportamento do britânico remonta à adolescência: aos 13 anos, ele deixou uma rã morta sobre uma cruz em uma igreja.