Um doador de esperma holandês, de 43 anos, identificado como Simon, admitiu ser pai de pelo menos 199 crianças em países europeus após anos de doações e de omissões sobre a quantidade de famílias que haviam recorrido a seu material genético.
O novo número foi revelado em uma carta enviada aos pais no sábado (29), segundo o programa de atualidades holandês Nieuwsuur.
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Simon afirmou que 172 crianças nasceram na Holanda, 11 na Bélgica, 15 na Alemanha e uma em outro país europeu.
Uma mulher estaria grávida atualmente.
O número supera amplamente os 121 filhos que, até então, eram conhecidos como resultado de suas doações.
Doador usava diferentes nomes
Segundo o Nieuwsuur, Simon enviou a mensagem em um grupo de conversa com mais de 35 pais.
Ele reconheceu que não foi transparente sobre a extensão das doações:
— Os pais receberam uma imagem incompleta ou distorcida.
Eu acreditava que estava fazendo a coisa certa e ajudando as pessoas.
[...] Agora sei que desapontei seriamente.
O homem teria utilizado diferentes nomes, como Jesse, Johan, Daan, Sam e Maarten, e realizado doações por bancos de esperma, mas também teria entrado em contato diretamente com futuros pais pela internet, realizando procedimentos fora de clínicas.
Mães que receberam seu esperma já haviam acusado Simon de mentir sobre o número de filhos e pedido que ele interrompesse as doações.
Algumas também relataram ter recebido mensagens de teor sexual.
O Ministério da Saúde holandês teria sido informado sobre a frequência das doações desde 2017, segundo o Daily Mail.
Em 2019, Simon chegou a integrar uma comissão que avaliava mudanças na legislação do país sobre doação de esperma.
Na Bélgica, a Agência Federal de Medicamentos e Produtos de Saúde abriu uma investigação para verificar se ele realizou doações por meio de clínicas de fertilização ou de forma privada.
Simon afirma que encerrou todas as formas de doação e pretende buscar ajuda profissional para lidar com as consequências da situação.
Entenda como um doador de esperma holandês chegou a ser pai de pelo menos 199 crianças na Europa
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