Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados ontem mostram que o desempenho das escolas privadas tem oscilado desde a pandemia.
Com isso, a diferença para a a rede pública caiu.
No entanto, a distância entre elas ainda é significativa.
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O Brasil avançou no Ideb em todas as etapas de ensino avaliadas, mas ainda não atingiu duas das metas de 2021, as últimas estabelecidas.
No ensino médio, o país não conseguiu chegar nem no que era previsto para 2017.
Em 2025, a rede privada ficou com Ideb de 7,1; 6,4; e 5,8, nos anos iniciais, anos finais e ensino médio, respectivamente.
Em 2019, último dado antes da pandemia, esses patamares foram de 7,1; 6,4; e 6.
Já a rede pública conseguiu, em 2019, um Ideb de 5,7; 4,6; e 3,9.
Em 2025, as notas passaram a 6,1; 5; e 4,3.
O mau resultado da rede privada é resultado de uma queda de aprendizagem, medida pelo Saeb, especialmente no ensino médio.
Nos anos iniciais, a nota média padronizada (uma síntese dos resultados em Português e Matemática) foi de 7,18 para 7,14.
Nos finais, de 6,61 para 6,46.
E, no ensino médio, caiu de 6,21 para 5,92, na comparação de 2019 com 2025.
Ao contrário da rede pública, em que todas as escolas do país são obrigadas a realizar a prova do Saeb, a avaliação das instituições privadas é feita por amostragem.
Isso significa que só uma parte selecionada das instituições faz a prova para representar o conjunto.
