Insegurança e ilegalidade geram custo de R$ 31,1 bilhões por ano para a economia fluminense; número é equivalente a 2,3% do PIB do estado - QTU Questões do Universo

Insegurança e ilegalidade geram custo de R$ 31,1 bilhões por ano para a economia fluminense; número é equivalente a 2,3% do PIB do estado

Fonte: Bandeira da fonte

A atuação do crime organizado no estado do Rio impacta diretamente os custos das empresas, segundo estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
De acordo com o relatório "Custo Rio – O Desafio da Competitividade Fluminense", a insegurança e a ilegalidade geram um custo adicional estimado em R$ 31,1 bilhões por ano para a economia fluminense.
O valor equivale a 2,3% do PIB estadual.
Na semana passada, uma reportagem do GLOBO mostrou que grupos armados passaram a comandar a distribuição de alimentos — como arroz e trigo —, itens de limpeza e materiais de construção, forçando comerciantes a comprar de fornecedores indicados por eles.
A nova frente de atuação do crime transforma mercadorias básicas em mais uma fonte de financiamento das facções, afasta empresas formais, sufoca a concorrência e distorce o mercado.

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Esse custo total de R$ 31,1 bilhões é dividido em duas categorias.
A primeira é o custo da insegurança, que mede o impacto direto da violência sobre o funcionamento das empresas.
O levantamento considera despesas adicionais com segurança privada, seguros, logística e gestão de riscos, além de perdas de produtividade e de atratividade para novos investimentos.
Esse impacto é estimado em R$ 9,7 bilhões por ano, o equivalente a cerca de 0,7% do PIB estadual.
A segunda categoria é o custo da ilegalidade, que estima os impactos dos mercados ilícitos sobre a produção, a circulação e a comercialização de bens.
O estudo abrange setores como alimentos e materiais de construção e avalia a presença de mercadorias ilegais nas cadeias produtivas.
Segundo a Firjan, esse cenário provoca concorrência desleal e aumenta os riscos operacionais para as empresas.
O custo estimado dessa parcela chega a R$ 21,4 bilhões por ano.